RECADO ATERRADOR SOBRE A TUA LIBERDADE

“ ... Digamos que tudo aquilo que sabes não seja apenas errado, mas uma mentira cuidadosamente engendrada. Digamos que tua mente esteja entupida de falsidades: sobre ti mesmo, sobre a história, sobre o mundo a tua volta, plantadas nela por forças poderosas visando a conquistar, pacificamente, tua complacência. A liberdade, nessas circunstâncias, não passa de uma ilusão, pois és, na verdade, apenas um peão num grande enredo e o teu papel o de um crédulo indiferente. Isso, se tiveres sorte. Se, em qualquer tempo, convier aos interesses de terceiros o teu papel vai mudar: tua vida será destruída, serás levado à fome e à miséria. Pode ser, até, que tenhas de morrer. Quanto a isso, nada poderá ser feito. Ah! Se acontecer de conseguires descobrir um fiapo da verdade até poderás tentar alertar as pessoas; demolir, pela exposição, as bases dos que tramam nos bastidores. Mas, mesmo nesse caso, também não terás muito mais a fazer. Eles são poderosos demais, invulneráveis demais, invisíveis demais, espertos demais. Da mesma forma que aconteceu com outros, antes de ti, também vais perder!" Charles P. Freund, Editorialista do “The Washington Post”. T.A.

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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

XÔ OLIMPÍADAS!!!

Ester Pereira epereira29@gmail.com
sexta-feira, 2 de outubro de 2009 15:04

CONCORDO PLENAMENTE COM O AUTOR DA MENSAGEM. APESAR DE CARIOCA ESTAVA TORCENDO CONTRA . INFELIZMENTE, TEREMOS QUE SER TESTEMUNHAS OCULARES DE MAIS ESSAS MAMATAS. QUE DEUS TENHA PIEDADE DE NÓS , POIS NÃO ACREDITO MAIS EM BOAS INTENÇÕES DESSES POLÍTICOS, ASSIM COMO NÃO ACREDITO EM PAPAI NOEL...

Não teve jeito! Depois de permitir tantos anos de esbórnia e de destruição dos mais básicos conceitos éticos e naturais em nosso País, tinha quase certeza que Deus não era realmente brasileiro, como dizem por aí ! Deve ser americano ! . . .
Agora, teremos uma dose dupla de corrupção, de favorecimentos, de negociatas e de enriquecimento ilícito de nossos mandantes e políticos, Copa do Mundo e Olímpíadas ! É dose dupla para nenhum Lulla, Sarney, Renan, Newtão, Quércia, Roriz, Jucá e assemelhados, botarem defeito !
Depois de dois anos dos Jogos Pan-Americanos, cujas contas ainda não foram explicadas nem aprovadas, o sr. Nuzman permanece no topo, dando as cartas para a festança que ele mais uma vez irá promover para seus bolsos e os de seus amigos ! . . . Enquanto isso, permanecerão destruídos nosso sistema de saúde, nossa segurança, nossas estradas, nossos portos, nossa necessidade de teto e moradia, nossas Forças Armadas e nossa dignidade de cidadãos minimamente sérios e corretos !
Enfim : o povo brasileiro, alienado e ausente, que aprova e aplaude essa nova "etica relativa", está a altura de tudo isso que vai acontecer nos próximos anos !
Bem diferente do povo de Chicago que, em todo esse tempo, reagiu com firmeza CONTRA a realização das Olimpíadas em sua cidade!
E teve Deus à seu lado! . . .
Parabéns Lulla, PT apóstata, Sérgio Cabral, Pelé, Rede Globo, Galvão Bueno et caterva!
Vocês ganharam mais uma, com as bençãos desse infeliz povo brasileiro ! ! !
Márcio - Idéias e Debates para a Cidadania - Edição 157 / 09

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

SOBRE O ÚLTIMO DISCURSO DE KENNEDY (2) ...

Guilherme Augusto Rodrigues disse...
Prezado Armindo,
Já que falamos de Presidentes, poderia expor em relação ao Fernando Collor, as verdades sobre sua ascensão ao poder, bem como seu governo-pau-mandado e os motivos reais de ter sido retirado?
Obrigado!! Abraço!
Guilherme
26 de Agosto de 2009 11:48

Armindo Abreu disse...
Respondendo ao GUILHERME AUGUSTO:

Collor e seus mentores souberam aproveitar muito bem a frustração e a perplexidade populares ante a inesperada morte de Tancredo Neves, velho e alquebrado, caído na véspera de assumir o cargo e dando o governo, de mão beijada, a Sarney, que vinha de bons serviços prestados aos governos militares, já desgastados pelo longo tempo no Poder. E estes, apesar de haverem construído uma espetacular infra-estrutura de telecomunicações, haviam perdido, por descuido imperdoável, a batalha da comunicação, logo ocupada por adversários que passaram a demandar ‘eleições diretas’.
O povo, exaurido, seguiu a onda, pediu diretas mas só “ganhou” a presidência no Colégio Eleitoral... Ganhou, mas, como visto, não levou...
Collor, homem Jovem e vigoroso, bem orientado pelos “conselheiros” do sistema de poder, “fez a sua hora”, no melancólico final do Governo Sarney.
Aliou-se a um partido novo e de encomenda, sem passado criticável, e arrebatou o eleitorado com um discurso incisivo, supostamente patriótico (o ponto forte da época militar) decidido, que prometia combater o estado inchado (um paquiderme pesado e lerdo, como era caracterizado à época, justamente por ter sido o veículo usado pelos militares para conduzir o “Milagre Brasileiro”); as empresas do estado, muitas criadas no período pós-64, então transmutadas pela propaganda da oposição em símbolos da ineficiência, de altos salários e de cabides de emprego; os corruptos e os “marajás “ do serviço público, exatamente o discurso que as pesquisas de opinião, realizadas secretamente na época, mostravam que o eleitorado queria ouvir dos candidatos...
O problema é que, como todos os demais, em todas as épocas, Collor teria que fazer o seu juramento de fidelidade às forças que o apoiaram e honrar a palavra empenhada.
Com o tremendo choque provocado pelo seu contundente discurso de posse, em que anunciou medidas dramáticas, entre elas o fechamento de empresas estatais e outras jóias do aparato da administração federal, como a Interbrás, autarquias como o IBC, O IAA, a SUDENE, a SUDAM, etc., simultaneamente a um monumental choque na economia. Promovendo o congelamento dos saldos em conta corrente e a taxação extraordinária de ativos financeiros, ELLE deu um choque de intervencionismo maciço no Brasil, fazendo com que, pela primeira vez numa democracia capitalista liberal, ninguém possuísse mais do que cinquenta mil unidades monetárias no bolso ou na conta corrente... Nenhuma organização socialista ou comunista, dentro ou fora da “cortina de ferro”, havia conseguido, antes, tamanha proeza de dirigismo econômico; nenhum governante da história jamais assumira pregando uma abertura à economia de mercado e logo de cara, dera um golpe intervencionista tão forte e certeiro contra os recursos privados das famílias que, por tanto tempo, haviam repudiado o estatismo socialista....
Despreparado, inculto, agressivo, quase desvairado, Collor renegou seus compromissos de sangue e passou a agir, depois disso, como se fosse o dono absoluto do país. Afinal, quem tudo pode, sempre pode um pouco mais...
Fora de controle, logo passou a agir como se não devesse satisfações a quem quer que fosse e começou, com sua tropa de choque particular, a tentar construir um esquema de poder pessoal paralelo.
O sistema de poder convencional, implacável, reagiu de pronto.
Através da ação onipresente da mídia, o golpe de estado foi preparado com apuro e competência, dando-se ao povo a nítida impressão de que Collor cairia pela vontade absoluta dos “camisas-pretas”, que saíram às ruas em protesto contra o presidente.
Começou, assim, o processo de impeachment e o Congresso, dócil, obediente ao “comando das ruas” (eufemismo para ‘ordens superiores’) fez o resto do serviço “democrático”...
Mais um “golpe à brasileira”, leve, incruento, indolor. Afinal, aqui ainda não se mata os presidentes desavindos...
Armindo Abreu

terça-feira, 1 de setembro de 2009

POEMA MARANHENSE

Prezado José Sarney
Entendi o seu recado
Que a crise não é sua
É somente do Senado
Mas me diga senador
Como você empregou
Tanta gente do seu lado

Essa crise é sua, sim,
Pois foi você quem gerou
Ao empregar a família
E nomear diretor
Olhando o caso com lupa
Só divido a sua culpa
Com quem foi seu eleitor

Vi atento o seu discurso
Achei até brincadeira
Mas é comum com a idade
A gente dizer besteira
Eu só não achei correto
Você empregar o seu neto
E culpar o Cafeteira

Você não é qualquer um
Como disse o presidente
Mas isso não quer dizer
Que você seja inocente
Nem que o nobre senador
Com seu discurso enganou
A mim e a muita gente

Aproveitando o ensejo
Permita-me indagar
Como o senhor conseguiu
Tanta gente empregar
E também ensine a gente
Como ajudar os parentes
Que não querem estudar

Por fim, nobre senador
Desculpe se fui direto
É que também sou avô
Mas nunca empreguei um neto
Coloquei-o pra estudar
Pra num concurso passar
Sem precisar ser secreto.

Edmar Melo - (São Luís - MA)