RECADO ATERRADOR SOBRE A TUA LIBERDADE

“ ... Digamos que tudo aquilo que sabes não seja apenas errado, mas uma mentira cuidadosamente engendrada. Digamos que tua mente esteja entupida de falsidades: sobre ti mesmo, sobre a história, sobre o mundo a tua volta, plantadas nela por forças poderosas visando a conquistar, pacificamente, tua complacência. A liberdade, nessas circunstâncias, não passa de uma ilusão, pois és, na verdade, apenas um peão num grande enredo e o teu papel o de um crédulo indiferente. Isso, se tiveres sorte. Se, em qualquer tempo, convier aos interesses de terceiros o teu papel vai mudar: tua vida será destruída, serás levado à fome e à miséria. Pode ser, até, que tenhas de morrer. Quanto a isso, nada poderá ser feito. Ah! Se acontecer de conseguires descobrir um fiapo da verdade até poderás tentar alertar as pessoas; demolir, pela exposição, as bases dos que tramam nos bastidores. Mas, mesmo nesse caso, também não terás muito mais a fazer. Eles são poderosos demais, invulneráveis demais, invisíveis demais, espertos demais. Da mesma forma que aconteceu com outros, antes de ti, também vais perder!" Charles P. Freund, Editorialista do “The Washington Post”. T.A.

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sábado, 2 de outubro de 2010

CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA: LOBOS EM PELES DE CORDEIROS...

Caro Tiago:

O senhor Plínio Arruda é um velho e conhecido comunista. E comunistas, como vc deveria saber, não são patriotas nem democratas, são internacionalistas, isto é, querem um mundo globalizado sob governo único e totalitário, administrado pelo Partido Único, o Pecebão. Lembre-se do Manifesto Comunista de Marx e Engels, que deu o primeiro grito e fez a convocação para essa revolução mundial: “-Proletários do Mundo, Uni-vos”.
Uni-vos, é claro, sob o comando único de uma bandeira vermelha, não a dos seus respectivos países... Como esse governo mundial, no século XIX, ainda era prematuro (sua meta inicial era, apenas, conquistar a Rússia e eliminar o Czar e sua família, apossando-se do maior e mais rico império do planeta), e os anarquistas, comunistas incendiários, homens radicais como sempre foi o Sr Plínio, mesmo que de falas doces e sob a aparência de velhinhos inofensivos, de mãos dadas com as netinhas, não passavam de lobos ferozes em pele de cordeiro... Viajaram desde o leste europeu, onde germinou a semente do ódio e vingou sua primeira revolta, invadiram a Europa Central e a Ocidental, levando sua odiosa e sanguinária matriz revolucionária para esses países, depois atravessaram o Atlântico e se infiltraram nos EEUU, nas Américas Central e do Sul. E o sangue começou a jorrar no mundo, através das guerras revolucionárias pelo poder planetário...
Só que o partido único comunista não é do proletariado, como propagam, tem donos capitalistas e burgueses, no seu típico linguajar rebelde. São os mesmos banqueiros de Wall Street e seus associados da elite iluminada, aquela que se julga superior aos demais mortais, os mesmos que criaram o atual capitalismo sem alma, sem dó nem piedade, ambicioso, avassalador. E eles, primeiro, financiaram Marx, Lenine, Trotsky, Stalin e toda a canalha comunista que anda por aí, até hoje. Para não perderem o controle sobre a revolução mundial, que seus incendiários assalariados espalharam pelo mundo, foi preciso, na sua torpe visão, criar um instrumento que detivesse, por algum tempo, a onda comunista, confinando-a apenas nos locais onde ela lhes era mais interessante, isto é, nos países onde ainda não houvessem logrado concluir o exercício do seu amplo domínio, implantando o capitalismo ávido e sem peias...
Para salvar do comunismo incendiário uma Alemanha já dominada pela banca iluminada, e suas adjacências geográficas, criaram um novo ISMO, outro credo insuportável mas da mesma natureza, e um monstro ditador para implantá-lo: Adolf Hitler e seu socialismo nacionalista, uma única exceção de matiz patriótico e étnico à onda vermelha internacionalista, confinado na Alemanha, sob um partido único, de longo nome: “Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Germânicos”, convenientemente apelidado de Partido Nazista, ou, finalmente, de NAZISMO. A distinguir a bandeira nazista, também vermelha, das demais socialistas, uma cruz gamada foi aplicada ao centro, representando os antigos mistérios das religiões pagãs, a dos múltiplos deuses celestiais e terrenos, que também os guiavam... Depois dos nazistas, ferozes xenófobos, fazerem o serviço sujo desejado pelos mesmos banqueiros da elite iluminada, o de perseguirem os estrangeiros que pregavam abertamente o comunismo onde não deveriam ainda fazê-lo, fossem eles cristãos, judeus, ciganos, negros ou de qualquer outra etnia “não ariana”, chegou a vez desses déspotas globais abandonarem os nazistas à própria sorte numa guerra logo perdida para os aliados, que confiaram a Stalin, o ditador comunista russo, na Conferência de Yalta, a missão de manter os comunistas do leste europeu confinados sob uma linha imaginária, logo batizada por Churchill, de “Cortina de Ferro”.
Fiel ao trato secreto com os colegas das potências ocidentais vencedoras da II Guerra Mundial, como ele próprio, Stalin, da mesma forma que Hitler, conteve a expansão comunista ao seu imenso território, sob um banho de sangue, tanto dos russos adeptos do comunismo, quanto dos de outras etnias que viviam na antiga União Soviética, tais como judeus, ciganos, etc.,etc... E, daí por diante, os donos do mundo, para inibir o nacionalismo que poderia atrapalhar seus planos de dominação e do governo mundial único, passaram a apelidar de nazistas, de extremistas de direita, todos aqueles que resistiriam ao comunismo, ou à globalização do planeta e à extinção das nacionalidades, especialmente os militares, os salvadores da Pátria!!! Veja você o tamanho da complicada farsa criada, que ainda viceja entre os jovens, levando-os à confusão e ao logro, uma vez que os velhos de hoje, como eu, jovens de ontem, também foram imersos nessas mentiras deslavadas para serem enganados e submetidos...
E estes argumentos sórdidos, tanto pela via esquerdista quanto pela da direita (que, como vimos, são ambas a mesma coisa em seus objetivos) permitiram a esses déspotas insensíveis dominar o mundo, continuarem a explorar, até hoje, países cada vez menos independentes e seus trabalhadores, pelas tentativas de implantar o ardil da ditadura comunista ou prostituindo e sufocando, com mãos de ferro, os princípios válidos do capitalismo desejável, o da democracia, da liberdade, da livre-concorrência, da livre-iniciativa, da Justiça Social e do Estado do Bem-Estar Social, aquele que nós sempre almejamos e vemos, cada vez mais, escapulir entre os dedos.
O Sr. Plínio Arruda fez, com alguma competência, um forte ataque aos princípios do mau capitalismo: a ambição desenfreada e a submissão dos povos pela dívida e pela imposição dos juros absurdos, fazendo sangrar nossa economia e nos obrigando a trabalhar cada vez mais, em clima de miséria, para podermos exportar riqueza e mais juros de uma dívida que só fez crescer até hoje. Perfeito. Isso, eu mesmo, que abjuro o comunismo e suas doutrinas congêneres, venho mostrando, há muitos anos, em meus trabalhos publicados e na mídia. Os comprovantes estão ao dispor de qualquer um que acesse meu nome na internet.
O que o Sr.” Lobo Em Pele de Cordeiro” fez foi mostrar o supérfluo e esconder o essencial: Esqueceu-se de avisar que o comunismo e o patriotismo são doutrinariamente incompatíveis. Omitiu também, o que é ainda mais grave, mas conveniente para sua turma, de ferir no debate, com a aquiescência dos seus colegas-candidatos, todos comunistas ou, vá lá, ex-comunistas, foi o porque TODOS ELES se comprometeram, mesmo com o seu obsequioso silêncio, a apoiar a chamada “política econômica” em curso e seus princípios básicos essenciais: combater o chamado déficit público, que impede o estado de socorrer seus filhos; perseguir o superávit primário, que manda apertar cintos para se pagar juros; a realização das chamadas “reformas”, que reduzirão ainda mais os salários e os benefícios sociais de trabalhadores ativos ou aposentados.
E isso Tiago, é o que sempre uniu Comunistas e Capitalistas Democratas-Liberais de fachada: a criação dos organismos responsáveis pela rígida aplicação desses instrumentos de tremenda dominação e controle das nossas vidas: Os bancos centrais, privados ou estatais, porém independentes ou autônomos.
Sabias que a constituição brasileira de 1988, a “constituição-cidadã”, proíbe o Banco Central de emitir moeda para financiar o Estado sem custos financeiros, além dos de impressão gráfica, obrigando o governo federal a pedir emprestado a juros, ao mercado privado, contra emissão de títulos da dívida pública e, com isso, apertando cada vez mais os cintos do orçamento e negando assistências, criando miséria e violência entre nossos compatriotas?
E que Lenine afirmou que a forma mais incisiva e rápida de se comunizar uma nação seria criar e entregar sua administração financeira a um banco central independente? E que o Manifesto Comunista, assinado por Marx e Engels defendia a mesma tese? Por isso, não basta apontar a dívida como o mal de todos os males. É preciso, antes, denunciar corta, sem leniências, a cabeça do dragão que a produz.
E tamanho heroísmo, nenhum dos candidatos fará...
Sobre tudo isso, apenas o manto do silêncio sepulcral...
E quem aprovou essa constituição entreguista do Brasil aos banqueiros internacionais e ao mercado financeiro, se não o “democrático” parlamento civil, entupido de socialistas de todos os matizes, e de capitalistas de fachada, o da suposta redenção democrática do povo brasileiro? Eleito após o patriótico, esse sim, verdadeiramente, regime militar, nossos democratas civis deitaram os pés pelas mãos e mergulharam o país no entreguismo e na corrupção desenfreada...
Por isso, todos os candidatos se calaram a respeito, inclusive o Sr. Arruda, que talvez tenha conseguido enganar você, direitinho....
Não tenha dúvidas a respeito: Todos são vinho da mesma pipa e, portanto, nenhum deles merecerá o meu voto.
Pelos esclarecimentos,
armindo abreu.

De: Thiago Perez [mailto:thiagomoraessp@hotmail.com]
Enviada em: sexta-feira, 1 de outubro de 2010 13:42
Para: A..........

Assunto: Plinio vence debate dos presidenciaveis! viva brasil!"

Indubitavelmente hoje vivemos um momento decisivo, como bem disse o candidato à presidência Plínio Arruda, a guerra não terminou, o que está terminando é a batalha! Eu gostaria de completar essa frase, a batalha está acabando, e infelizmente a democracia, a união e principalmente o povo brasileiro, está perdendo essa batalha.
Analisando superficialmente o debate transmitido ontem pela Globo, ele teve um vencedor e este foi Plínio Arruda. Dilma Roussef adotou uma postura totalmente antidemocrática, não respondeu praticamente a nenhum dos questionamentos dos candidatos como devia, ao invés de apresentar seu plano de governo, preferiu continuar a tentar atrelar a imagem do governo atual á dela. Dizendo coisas como – nós fizemos, nós estamos fazendo, nós , nós.. Eu pergunto – nós quem? Se ela nunca concorreu a nenhum cargo eleitoral. Se ela participa do ministério, não foi o meu voto que colocou ela lá, aliás, isso foi fruto de irresponsabilidade parlamentar a meu ver, colocar uma ex-terrorista como ministra. Alias, esta fez um péssimo trabalho.
José Serra, não menos demagogo, em nenhum momento se quer tocou no assunto DÍVIDA PÚBLICA, ou seja, ele não tocou no assunto que o governo atual tem mais de um trilhão em dívida pública. Ele não tocou no assunto, pois tanto ele, quanto Dilma pretendem continuar com a bolsa juros para os banqueiros. Nesse aspecto o candidato Plínio não foi só inteligente, como corajoso e democrático, e expôs um dado interessante, 13 dias de pagamentos de JUROS da dívida pública atual, é equivalente ao mesmo que 1 ano inteiro de pagamento do tosco programa eleitoreiro bolsa família. Não precisa ser muito inteligente para entender que há uma disparidade nessa questão, alias pra quem esse governo atua, ou o anterior governo, pro povo, ou pra banca? Plínio novamente respondeu bem essa questão, quando denunciou que mais de 51% das ações da Petrobras infelizmente estão na mão do capital estrangeiro, por culpa desse governo atual, que na verdade somente continuou o retrogrado governo Fernando Henrique.
Marina Silva mostrou-se honrada, por não cair no que ela mesma chama “vale tudo eleitoral”, mas infelizmente não encontrou no candidato Serra e na Dilma nenhum tipo de respeito, ambos os candidatos foram demasiadamente abstratos em relação aos questionamentos de Marina, alias, Dilma mais do que Serra, pois esta fugia dos assuntos, imitando o “cumpanhero” Lula. Marina tocou em assuntos de extrema importância, como a informalidade que prevalece no mercado de trabalho, infelizmente, a candidata Dilma não respeitou os ditames democráticos, e nem sua própria base eleitoral, e não respondeu nem essa, nem outras perguntas, preferiu ficar no discurso do “cumpanheiro.
Alias, quanto às promessas de Dilma e Serra, de “melhorar” o que vem sendo feito, fica uma duvida. Nesse sentido, Plínio deu outro exemplo de democracia e representação popular, refutou as propostas de ambos os candidatos, totalmente sem “pé nem cabeça”, afinal, com que recursos serão feitas essas propostas? Com que recursos, sendo que todos os recursos da união estão sendo consumidos pelo serviço da dívida?Qual a razão de não se solicitar uma imediata auditoria da divida, parar de praticar política monetária e promover uma política de ampliação da demanda agregada através de investimentos sociais?! Dilma está em favor do capital internacional, assim como Serra também esta, e indubitavelmente não resta duvida que entre esses candidatos não há disputa alguma, há sim conivência. A Primeira busca garantir a hegemonia do capital internacional na política e na econômica nacional, o segundo procura ser o “testa de ferro” dela.
Agora voltando a Plínio, esse simplesmente foi um destaque, não só por apontar a divida estratosférica do Brasil, provinda da inútil política monetária, não só por apontar que vivemos o governo dos ricos (como Eike), mas sim pela vontade de deixar um legado, vontade e fé, como ele mesmo disse , “o impossível pode se tornar possível”. É possível que um dia nosso governo deixe de ser um engenhoso instrumento de transferência de recursos para grupos sociais privilegiados para se tornar provedor da sociedade, quando esse dia chegar, viveremos uma democracia. Viva o Brasil Plínio, o senhor está absolutamente certo, viva o Brasil com a sede de um novo amanha, e com a vontade de romper-se com os grilhões que nos prendem. Viva o Brasil Plínio, com a esperança de um país mais justo e de uma nação soberana.
Eu nasci brasileiro por vontade de Deus, sou keynesiano por conta do bom senso cientifico, sou nacionalista por amor ao próximo.. Convido a todos para juntos pensarmos um Brasil melhor, pautado na igualdade e no amor ao próximo, convido a todos a acompanharem o grito de Plínio Arruda, viva o Brasil, viva, viva! A certeza de um amanha justo, tem que lastrear nossas escolhas do presente, assim como o espírito dos heróis do passado devem estar presentes nos heróis do futuro. Viva o Brasil! Meu convite não é para votar nesse ou naquele candidato, ao contrário, meu convite é para que todos abracem o espírito democrático e lutem energicamente pelo bem comum e que não sejam coniventes daqueles que fazem do nosso país um instrumento de barganha particular. Viva o Brasil!
Thiago Perez

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Continua ainda rendendo muita discussão o post: “O QUE FOI RUIM PARA CUBA SERÁ, AFINAL, BOM PARA O BRASIL?”

De: Armindo Abreu [mailto:paubrasil@armindoabreu.ecn.br]
Enviada em: terça-feira, 14 de setembro de 2010 05:55

STENIO PERGUNTA,
Caro Armindo,
Sem querer suscitar maiores polêmicas, envio comentários de dois recebedores da matéria “O QUE FOI RUIM PARA CUBA SERÁ, AFINAL, BOM PARA O BRASIL?” colocada em seu blog e repassada por mim a alguns conhecidos. Aliás,como vc deve ter ouvido no jornal da Globo, o decrépito Fidel disse que foi mal interpretado no que dissera antes. Desses dois comentários, confesso que o do XXXXX não consegui alcançar o que ele escreveu. Assim, no seu julgamento, o que foi mesmo que ele quis dizer?
Abs stenio

Prezados debatedores e os debates políticos e sociais.

A história da evolução das espécies nos ensina mais, do que a situação que nos envolve durante a luta diária pela vida. Desde o aparecimento da primeira célula até hoje, se passaram cerca de três e meio bilhões de anos. Durante este, para nós, longo tempo, nos transformamos, de uma célula elementar ao corpo que hoje temos. E é daí que tiramos os ensinamentos mais importantes e aplicáveis ao entendimento do sentido da vida e consequentemente aos debates políticos e sociais contemporâneos.
Durante todos estes bilhões de anos, sobrevivemos, como espécie, enfrentando um ambiente extremamente agressivo, movidos pelo imposição, talvez divina, de sobreviver e procriar. Nesta luta fratricida entre as espécies e entre os membros da mesma espécie, ocorreu e ocorre um evento de extraordinária importância que ,a maioria de nós, ainda não examinou com a devida atenção.
Eu a chamaria de "Lei natural de adaptabilidade evolutiva". Na proporção em que fomos evoluindo, nosso conteudo corporal ou energético foi se alterando, a nossa revelia, segundo as necessidades de sobrevivência, que nos exigia melhor capacidade de competição com os demais. Por mais paradoxal que pareça, foi e é esta competição terrível que nos leva a ser o que somos hoje, espécie vitoriosa em relação as demais espécies.
Acabar com a competição, nesta altura dos acontecimentos, poderá ser um passo terrivel em direção à decadência. Competir é preciso, para continuarmos a evoluir quando ainda sabemos, que nada sabemos em relação ao que nos falta saber. A idéia é balizar o comportamento competitivo dando semelhança de oportunidades a todos, com saúde, educação para ensinar a conviver e instrução para trabalhar! Esquerdas radicais, o mundo já provou que não funcionam.

XXXXX
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Em 10/9/2010 09:28, ZZZZZ escreveu:
Caro Stenio,
Se tem uma coisa que nunca farei é chutar cachorro morto.

O reconhecimento por parte de Fidel Castro, já muito atrasado de que o regime atual de Cuba já não funciona, não tira mérito da revolução que liderou naquele momento em que Cuba não passava de um puteiro americano e nem tão pouco dos grandes avanços da medicina em seu País que se tornou num grande centro para tratamento dos queimados de todo mundo.
É claro que este reconhcimento de que o regime precisava mudar deveria ter acontecido tão logo ocorreram as grandes tranformações politicas na Rússia, que era um dos sustentáculos da pobre economia cubana.
Digo mais, se o Brasil e Cuba trocassem seus territórios afrimo categoricamente que o povo brasileiro morreria de inanição, pois vivendo num País riquissimo como o nosso está há muito tempo expropriado. Sem capacidade nenhuma de se valer de suas riquezas!
E nós,há décadas vivemos numa economia capitalista internacionalista globalizada, através de uma doutrina neo-liberal que só vale para os demais países, pois nos EUA eles tiveram a capacidade de estatizar muitas empresas para evitar uma maior catastrofe pois seria a derrocada deste capitalismo selvagem .
E aonde ficou a famosa economia de mercado!
Nós permitimos que a VARiG, fosse para o ralo de esgoto.
Concordamos neste desgoverno dos trabalhadores com a privataria da Vale e a entrega do nosso Pré-sal.
Por favor vamos fazer comentários mais realistas, sem repetições estreguistas. Pois é isso que eles querem. De preferência sem derramar uma gota de sangue dos otários brasileiros.

ZZZZZ

ARMINDO ABREU RESPONDE:
Caro Stenio:
Em qualquer discussão séria, os piores debatedores são o pseudo-intelectuais do tipo bem-intencionado. Sem base suficiente, pois não perdem tempo em estudos de verdade, costumam ser meio obscuros nas doutas opiniões que emitem, a torto e a direito, e nos textos que escrevem, justamente porque sendo suas luzes tão poucas, enquanto a arrogância e as certezas são muitas, recorrem freqüentemente aos lugares-comuns e às palavras de ordem que aprendem em seus nichos de rebeldia. Veja Lula e seu discurso da sabedoria analfabeta.... Daí, misturar conceitos fica muito fácil, gerando equívocos básicos, contradições inexplicáveis. Foi isso que encontrei nos textos abaixo: confusão por excesso de convicções frágeis e falta de suficiente erudição política e filosófica.
Vamos a uma síntese rápida e de fácil alcance, para melhor entendimento da questão:
O primeiro autor começa seu texto amparando-o na chamada “Teoria da Evolução das Espécies”, de Charles Darwin, que, na sua essência, procurou explicar o surgimento do homo-sapiens e outros seres vivos como produto exclusivo da ação da natureza e suas leis. A tese não era original ao seu tempo. Darwin copiou suas bases de outros autores e apenas estendeu conceitos, em função de longa viagem marítima de observação que fez mundo afora, e os registrou em livro, que veio a se tornar mundialmente famoso.
Por que? Por ser uma tese de natureza exclusivamente MATERIALISTA, que veio tentar explicar o surgimento do Homem, do Universo, da Terra e a existência dos seres-vivos, das leis da física, como uma criação espontânea, produto da reorganização natural do caos inicial, desdenhando a existência de um Deus criador do Céu, da Terra, dos seres humanos, animais, de todas as coisa e das leis da física que regem o Cosmos. Gerou, e ainda gera, enormes e históricas controvérsias, por representar interesses terrenos de duas correntes: a espiritualista e a materialista. Foi a teoria pseudo-científica (para uns, é claro, como eu) que deu apoios a teses filosóficas surgidas na chamada “Era da Razão”.
Kant, um expoente do racionalismo, dizia que já havendo os humanos alcançado a plena maturidade intelectual, não necessitariam de mais nada do que aquilo que viesse a ser elaborado pela própria razão. Assim, as coisas que não pudessem ser realmente experimentadas pelo homem no mundo real, material, como conceitos abstratos e religiosos (fé, esperança, caridade, etc., denominadas de flatus voces), não deveriam ser conhecidos por ele...
Só o tangível deveria ser do interesse humano. Essa é a base filosófica do comunismo e seus corolários econômicos e sociais.
Logo no segundo parágrafo, entretanto, o autor admite a existência de Deus, reproduzindo a confusão filosófica, proposital, que grassa no mundo: o COMUNISMO é uma doutrina exclusivamente materialista, racionalista, que além de negar peremptoriamente a existência divina e repudiar a religião, dá sustentação à tese ainda mais cruel, e suas nefasta conseqüências: a de que o homem, despojado de suas origens transcendentais, à imagem e semelhança do Criador, não passa de um acidente natural, podendo ser visto como mera peça de reposição nas engrenagem do estado totalitário, sempre a seu serviço, sendo-lhe negados, portando, o direito à individualidade e às liberdades pessoais... Daí, não haver pluralidade de correntes político-partidárias no coletivismo comunista, apenas o partido único, dono do estado, a ditar todas as regras.
Outro ponto crucial da questão é que o materialismo absoluto e seu corolário político, o comunismo, são doutrinas universalistas, isto é, pregam a existência de um mundo globalizado pela revolução proletária, com governo único, decretado o fim dos estados nacionais... É claro que os líderes comunistas não proclamam essas verdades, induzindo os indivíduos a crer que a sua doutrina será a solução para o bem-estar da espécie e a solução de todos os problemas sociais. E, ademais, sempre se colocam, à frente das propagandas que engendram, como renomados patriotas... Uma total contradição.
Outra característica filosófica do comunismo marxista, essa bem mais complexa, é a do mundo dialético, o da perene oposição de idéias (o bem e o mal) e fenômenos naturais (luz x escuridão; machos x fêmeas, etc.), desenvolvida por muitos filósofos antes de Marx, consolidada por Hegel, de quem Marx e muitos outros socialistas, como Hitler com seu nacional-socialismo (não obstante, mascarado pelos comunistas como expoente da extrema-direita); foram discípulos: o hegelianismo, de forma simplificada, garante que a toda idéia (TESE) corresponde uma outra idéia diametralmente oposta (ANTÍTESE). Do choque dessas idéias contrárias resultaria uma nova idéia (SÍNTESE) que satisfaria as duas oponentes e resolveria o choque entre elas. Assim, o CONFLITO seria o motor da evolução e do progresso. Essa é a base filosófica que sustenta a tese revolucionária comunista e o progresso e a evolução do universo e da sociedade, como defendeu o segundo texto, também pró-castrista, mas alçando a bandeira do socialismo nacionalista (Vale, Pré-Sal - exatamente o mesmo discurso de Hitler, que todos os socialistas fingem ignorar...).
Por ela (a tal base filosófica), Marx proclamou: “A Filosofia serviu, até agora, para descrever o mundo. Cumpre, daqui em diante, transformá-lo...”.
A dialética materialista, como ciência pura, está totalmente superada na atualidade, visto hoje se saber que a chamada matéria é uma forma de apresentação da energia e seus fenômenos, não havendo, portanto, nada realmente sólido no universo.
Resta registrar, em sua componente política, como fiz na tese desenvolvida em O Poder SECRETO!, que o mundo tem sido governado, desde os seus primórdios, pelo conflito hegeliano. O establishment se serve desse princípio para produzir o choque de idéias que, ao final, procurará a síntese, isto é, a solução que sempre desejou, mas que sem a criação de um problema angustiante(tese) que demandará, de pronto, uma reação popular (antítese), exigindo dos governos uma solução imediata (síntese) e será, sempre, a desejada pelo poder em vigor, mas, que, se proposta sem o surgimento de uma ameaça prévia apavorante, isto é, o choque provocado de opostos, não seria aceita pacificamente pela sociedade.
É o mesmo processo comumente usado em nossos dias, através do realce exacerbado da violência e dos supostos ataques terroristas (provocados por agentes dos diversos serviços secretos ou seus prepostos) ameaçando as populações, que exigem providências urgentes dos respectivos governos, logo fazendo passar leis redutoras das liberdades pessoais e usando o recurso às guerras de puro interesse. E esse método é usado tanto pelos governos da esquerda quanto da direita (o que foi a guerra fria, se não um processo hegeliano, aplicado aos dois mundos supostamente adversários? E o objetivo final do método sempre foi o mesmo: uma ditadura mundial totalitária, com governo único, religião pagã do tipo New Age, força policial-militar, legislação, moeda e banco central comuns, etc. e tal...
Isso é o que tenho pregado, insistentemente, há anos, e procurei deixar bem claro no meu livro.
O capitalismo sem freios, ambicioso, frio, calculista e vil, sem respeito pela dignidade humana, seu individualismo e liberdades é IRMÃO-GÊMEO do comunismo, sendo ambos corolários do mais cruel materialismo...
Os autores dos textos aqui citados (não tenho dúvidas de que sejam pessoas de boas intenções, mas equivocadas, como a grande maioria), e que, na essência dos seus comentários, contemplam claramente essas hipóteses, não obstante continuam insistindo na manobra hegeliana divisionista, no velho falso embate esquerda X direita, no materialismo dialético e nos chavões de sempre, tudo conforme é ensinado nos centros de difusão socialista, sindicatos, etc... Por isso, jamais admitirão o fracasso comunista, seja fidelista ou de qualquer outra natureza, pois assim foram, pavlovianamente, ensinados e assim se manterão até o fim.
O mesmo acontece com os capitalistas-liberais extremados, desconhecendo que o liberalismo racionalista sempre foi o maior inimigo da fé e das igrejas, dos princípios divinos basilares, da Revelação, do cristianismo e do judaísmo, da sua base espiritual; pelas leis divinas (o direito natural) prevalecendo sobre a razão humana (a do direito positivo, estabelecido pelos parlamentos manipuláveis ou corruptos); pelos valores espirituais em plano superior aos materiais.
Quem crê em Deus e na doutrina espiritual das religiões monoteístas, pilares da nossa cultura, não poderá, jamais, deixar de admitir que a base do liberalismo sem peias, o lucro irrestrito (um conceito materialista, com as injustiças e desigualdades que traz ao mundo), sejam causa dos conflitos existenciais e, portanto, à semelhança socialista, seja também, reconditamente, considerado por seus mentores como um dos motores do progresso...
Este é o centro da minha tese, profundamente sustentada em alentado trabalho acadêmico, a de que esquerda e direita são, sempre foram e serão irmãs siamesas, a serviço dos mesmos objetivos de cunho globalista, materialista e totalitário, apesar de ambos se declararem democráticos e patrióticos...
Os textos dos dois autores são, ambos, de fundo marxista-castrista, embora atenuados pelas evidências cada vez mais gritantes dos fracassos de um lado e do outro, e, por isso mesmo, ali ou acolá, ainda acusam de entreguistas (ora, quem exalta idéias comunistas está defendendo, mesmo sem saber, o grito marxista (revolucionário, supranacional, internacionalista e globalizante): “-Proletários do mundo, uni-vos...” e não poderá, jamais, se considerar um verdadeiro patriota.
Hoje em dia, quem se considerar esquerdista ou direitista, adepto deste ou daquele partido não passa de um ser desinformado, cheirando a naftalina, na idade da pedra intelectual, ou um agente divisionista.
Repare bem: Qualquer um, ou uma, que vença as eleições unirá, imediatamente à sua volta, todos os partidos, como sempre aconteceu na História, gerando um partido único, o governista. E, com tantas outras agremiações de araque disponíveis na praça, uma deles será designado “oposicionista”, para manter viva a práxis hegeliana.
Por isso, jamais votarei em qualquer um deles, candidatos ou partidos, pra coisa alguma... São, sempre, mais do mesmo.
Hoje, apenas existem, a meu ver, duas facções: a dos patriotas democratas, espiritualistas, e a dos mundialistas totalitaristas, ateus e materialistas, sejam atuantes (e apelidados) da esquerda inflamada ou da direita extremada.
Eu já escolhi, desde criança, o meu caminho e tenho procurado trabalhar por ele com honestidade e conhecimento de causa. Não ganhei nada na vida que não tenha sido produto honesto dessa linha de ação coerente.
Quem quiser me compreender pode verificar a coerência e a consistência dos meus argumentos. Por isso, dialogarei, ao vivo, olho no olho, com quem quiser e puder. E a minha opinião será sempre publicada, em livros, páginas na internet e no meu blog, assinada embaixo, com todas as responsabilidades que isso acarreta.
Por isso não participo mais, nem como ser humano pretensioso, nem como inocente útil, de discussões abertas a qualquer um, vazias, emburrecedoras, puras manobras dirigidas pelos mais espertos, condutores de manadas, a serviço de interesses ocultos ou meramente divisionistas, todas voltadas para que o povo brasileiro continue ignorante, cordato, dócil e embarque nessas velhas canoas furadas. O resto é o resto.
Um abraço deste teu velho amigo, aaa.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A VERDADE SUFOCADA





Fui distinguido pelo Cel. Ustra, tempos atrás (antes da existência deste blog), com o seu vigoroso e contundente livro que pode, e deve, ser adquirido e lido pelos patriotas de escol, amantes da verdade, em www.averdadesufocada.com .
Com o ‘post’, abaixo, do CMG César Augusto, analisando fatos recentes e recomendando a obra, surge a oportunidade de também dar meu testemunho sobre a excelência desse trabalho e o merecido apoio à sua divulgação entre os leitores.



Enviado por: Cesar [cesarasa@terra.com.br]
Em: 26 de Janeiro de 2010

Eu li e tenho o livro do Cel USTRA, "A VERDADE SUFOCADA" e o recomento a todos que desejem conhecer a VERDADE verdadeira e que foi sufocada por este bando de  facínoras, criminosos, que procuram esconder, desvirtuando da sociedade a veracidade dos fatos... Inúmeras foram as vítimas inocentes destes loucos, a começar pelo atentado do aeroporto de Guarapes no Recife.
Direitos humanos para quem sequestrou, assassinou pessoas inocentes, assaltou e roubou em nome de uma MENTIRA, negada e combatida pelo nosso próprio POVO que nunca desejou estes criminosos nem esta ideologia em nosso País.
Onde foram parar os direitos humanos daqueles que tombaram na defesa do BRASIL, daqueles inocentes que cairam pelas balas assassinas dispadas por bandidos, aqueles verdadeiros brasileiros que defendiam a verdadeira DEMOCRACIA. Democracia esta que a sociedade exigiu em 1964 que as nossas Forças Armadas restabelecessem naquela época e que abominava o Comunismo Internacional e sua instalação em nosso País. Leiam todos os jornais e revistas da época.. Eles, ao perderem a chance de assumirem o Governo em 1964, DESESPERADOS, tentaram novamente pela armas, em 1968, uma nova "REVOLUÇÃO" urbana e no campo e novamente foram derrotados. Os governos, dito militares, mesmo assim deram a Anistia, tão logo sentiram que era chegado o momento de apaziguar a Nação. ANISTIA esta pedida pelo País em nome da DEMOCRACIA.
Vamos abrir sim toda a História para que o Povo fique sabendo quem foi o que, quem foi quem nesta História hoje transmudada por este bando de facínoras que, agora no Governo, continuam a assaltar os cofres públicos com "MENSALÕES", desvios de verbas e toda a sorte de conchavos políticos visando tão somente enriquecerem e se perpetuarem no poder!
Aqueles que sempre defenderam o BRASIL nunca tiveram, nem nunca terão medo da VERDADE. Direitos Humanos virou um "comércio, uma moeda de troca para enriquecer aqueles que no passado sequestravam, matavam e roubavam instituiçoes e as pessoas inocentes em nome de uma ideologia Comunista comandada do exterior. Que busquem naqueles países que lhes ensinavam as táticas da Guerrilha as suas indenizações, as suas "recompensas" e não tirem dos brasileiros honestos o dinheiro do nosso povo trabalhador..........
Cesar A..

CONHEÇA A HISTÓRIA
O livro "A Verdade Sufocada" - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça, do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, com prefácio do general Raymundo Negrão Torres, incomodou. O silêncio da maioria da imprensa foi revelador. Mas, apesar  do boicote da mídia, de editoras e da maioria das livrarias, o livro já está na sua quinta edição.
Em suas 608 páginas desmistifica, destrói, desmonta e manda pelos ares, ponto por ponto, as mentiras que, há 40 anos, vêm sendo apresentadas à Nação brasileira a respeito da Revolução de 31 de Março de 1964 e os seus desdobramentos. O livro resgata a verdade de um período histórico totalmente distorcido por aqueles que hoje encobrem os seus reais desígnios de transformar o Brasil em um satélite do comunismo internacional, com a falácia de que lutaram contra uma ditadura militar para promover a liberdade e a democracia.
A obra desfaz mitos, farsas e mentiras divulgadas pelos derrotados para manipular a opinião pública e para desacreditar e desmoralizar aqueles que os venceram
Acaba com o mito de que as Forças Armadas lutaram com seus tanques contra estudantes armados de estilingue e meninos inocentes.
Trata-se de um alerta aos jovens para que não sejam usados. É um paralelo entre o passado recente de nossa História e os dias atuais.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

POR QUE ESTÃO SENDO EXPROPRIADOS OS ANTIGOS DIREITOS DOS PETROLEIROS E DOS DEMAIS SERVIDORES CIVIS E MILITARES?

(TERCEIRA PARTE-FINAL)
STENIO [sssthel@ajato.com.br] ESCREVEU, EM 5/11/2009, PERGUNTANDO:
PREZADO ARMINDO: ... CONSTANTEMENTE, SE DIZ QUE TUDO AQUILO QUE A PETROBRAS VEM FAZENDO, COM  RESPEITO À SUBTRAÇÃO DE NOSSOS DIREITOS, TEM ORIGEM EM PRESSÕES DOS INVESTIDORES ESTRANGEIROS QUE DETÉM A MAIOR PARTE DO CAPITAL SOCIAL DA EMPRESA. ASSIM, EM QUE PESE A POSSE DESSA MAIORIA DE AÇÕES, CREIO QUE ISSO NÃO LHES GARANTIRIA TAL DIREITO, VISTO QUE A MAIORIA DO CAPITAL VOTANTE DA PETROBRÁS, ATÉ AGORA, AINDA PERTENCE À UNIÃO. DESSE MODO, GOSTARIA DE SUA OPINIÃO A RESPEITO.
ABS STENIO


ARMINDO ABREU RESPONDE: TERCEIRA PARTE (FINAL)
COMO VIMOS NA SEGUNDA PARTE DESTA TRILOGIA, ANTE A MORTE DE STALIN, PROMOTOR DO ‘COMUNISMO NACIONALISTA’, ISTO É, CONCENTRADO NUM ÚNICO PAÍS (UM CONTRAPONTO EXTREMADO AO NAZISMO, O ‘SOCIALISMO NACIONALISTA’ ALEMÃO), E A RECUPERAÇÃO DO PODER NA UNIÃO SOVIÉTICA POR LÍDERES COMUNO-INTERNACIONALISTAS, DEFENSORES DA EXPORTAÇÃO DAS AÇÕES REVOLUCIONÁRIAS DO PROLETARIADO, COMO KRUSCHOV (SEU SUCESSOR, APÓS UM BREVÍSSIMO PERÍODO DE MALENKOV, QUE LOGO RENUNCIOU AO PODER SUPREMO) OS LIMITES DE CONTENÇÃO GEOGRÁFICA DO COMUNISMO (ACORDADO EM YALTA PELOS LÍDERES DAS POTÊNCIAS VENCEDORAS DA II GUERRA MUNDIAL E BALIZADOS PELA ‘CORTINA DE FERRO’), ESTIVERAM SERIAMENTE ABALADOS E O OCIDENTE, OUTRA VEZ, AMEAÇADO PELA ONDA ANTICAPITALISTA, RADICAL- SOCIALISTA.
O MONSTRO COMUNISTA, O ESTADO-PROPRIETÁRIO E INTERVENCIONISTA TOTAL, PELAS SUAS PROMESSAS MIRABOLANTES, PORÉM CONVINCENTES, ESCAPAVA, RAPIDAMENTE, AO CONTROLE DOS SEUS CRIADORES, DEMANDANDO, PORTANTO, SER CONTIDO, DOMADO, COM A MÁXIMA URGÊNCIA.
NÃO OBSTANTE A VITÓRIA ALIADA NOS CAMPOS DE BATALHA DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL E O BREVE PERÍODO DE RECUPERAÇÃO MORAL, ESPIRITUAL E MATERIAL QUE A ELA SE SEGUIU, UM INTERREGNO DE GRANDE ESTÍMULO À RADIOSA FELICIDADE PLANETÁRIA, CONHECIDO COMO “OS ANOS DOURADOS”, COMEÇAVAM, TAMBÉM, A SER ELIDIDOS OS PRINCÍPIOS MORAIS E ÉTICOS DA DOUTRINA PREVALESCENTE AO FINAL DAS DUAS GRANDES GUERRAS MUNDIAIS: O OUTRORA DITO CAPITALISMO LIBERAL, SOCIAL, DEMOCRÁTICO E OS SEUS COROLÁRIOS POLÍTICOS, O ‘ESTADO DE BEM ESTAR SOCIAL EUROPEU’ (WELFARE STATE) E SEU CORRESPONDENTE NORTEAMERICANO, O “NEW DEAL” DE ROOSEVELT QUE, NÃO OBSTANTE, COMEÇARAM A SUCUMBIR ANTE AS MANOBRAS SILENCIOSAS DAS OLIGARQUIAS INTERNACIONALISTAS, AS VENCEDORAS DE SEMPRE EM TODOS OS CONFLITOS.
COMO E QUANDO, ENTÃO, FORAM PAULATINAMENTE REPUDIADAS AS TÃO RECENTES CONQUISTAS SOCIAIS BASEADAS NA SOLIDARIEDADE UNIVERSAL, FUNDAMENTO ESSENCIAL NA BASE MORAL E ÉTICA DA CIVILIZAÇÃO JUDAICO-CRISTÃ, E AINDA AGUARDADAS, EM VÃO, PELA GRANDE MAIORIA DOS HUMILHADOS DESTE GLOBO TERRESTRE, COM ESPERANÇAS DE VIDA MAIS DIGNA E FELIZ?
A RESPOSTA PAIRA NAS CERCANIAS DE UMA ORGANIZAÇÃO SEMI-SECRETA, TREMENDAMENTE ELITISTA, SURGIDA IMEDIATAMENTE NO PÓS-GUERRA E QUE, À FALTA DE UMA SEDE PRÓPRIA, DE REGISTRO E ORGANIZAÇÃO FORMAL, TOMOU O NOME DA CIDADELA SUÍÇA ONDE, PELA PRIMEIRA VEZ, SE REUNIU OFICIALMENTE: ‘MONT-PÉLÉRIN’!
“... UM GRUPO DE FULGURANTE INTELIGÊNCIAS, COMUNGANDO DAS MESMAS, EXTREMADAS E SÔFREGAS IDÉIAS CAPITALISTAS ULTRA-LIBERALIZANTES, REÚNE-SE EM 1947 NA ESTAÇÃO DE MONT-PÉLÉRIN, SUÍÇA, SOB A LIDERANÇA DE FRIEDRICH HAYECK. ESSE GRUPO DE ESCOL COMPREENDIA, ENTRE OUTROS EXPOENTES DO ENTÃO CHAMADO CAPITALISMO LIBERAL, A FINA FLOR DA INTELECTUALIDADE ‘ILUMINADA’, AGORA POSTA A TRABALHAR JUNTA A FIM DE TRAÇAR OS NOVOS E DEFINITIVOS POSTULADOS E RUMOS DA CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL: MILTON FRIEDMAN, KARL POPPER, LUDWIG VON MISES, WALTER LIPMAN E OUTROS DO MESMO NAIPE IDEOLÓGICO.
HAYECK JÁ HAVIA ESCRITO E PUBLICADO UMA IMPORTANTE OBRA, EM 1944, IMEDIATAMENTE CESSADO O GRANDE CONFLITO MUNDIAL: “O CAMINHO DA SERVIDÃO”, UMA AGRESSIVA E APAIXONADA CATILINÁRIA CONTRA O ‘WELFARE STATE’.
SIM, AQUELA MESMA PROPOSTA EMERGENCIAL DE AMPARO E PROTEÇÃO AO TRABALHADOR CONTRA OS TREMENDOS ESTRAGOS POLÍTICOS E ECONÔMICOS CAUSADOS PELA PROLIFERAÇÃO DAS IDÉIAS SOCIALISTAS, CUJA RÁPIDA DISSEMINAÇÃO E FANTÁSTICA ACOLHIDA PLANETÁRIA HAVIAM SUPERADO, EM MUITO, AS EXPECTATIVAS DOS NOSSOS MANIPULADORES, TORNANDO-SE NUMA VIRTUAL AMEAÇA AO TREMENDO GANHO ECONÔMICO, EM ESCALA PLANETÁRIA, JÁ REALIZADO E AO EQUILÍBRIO DIVISIONISTA DE SUAS MAQUINAÇÕES POLÍTICAS.
E OS PERCALÇOS ENFRENTADOS PELO ESTABLISHMENT CONTRA AS AMEAÇAS TOTALITÁRIAS, EM ALGUNS PAÍSES DE MAIOR CONSCIÊNCIA CRISTÃ, MAIS SUSCETÍVEIS, PORTANTO, À REIVINDICAÇÃO POR MELHORES BENEFÍCIOS E SOLIDARIEDADE AOS POBRES E À MASSA TRABALHADORA, COMO NOS PAÍSES IBÉRICOS, NA ITÁLIA, NAS POVOAÇÕES DE LÍNGUA ESPANHOLA E PORTUGUESA NA AMÉRICA LATINA, OBRIGARAM O SISTEMA DE PODER A FAZER CONCESSÕES POPULARES, ATRAVÉS DE UM SISTEMA EMERGENCIAL DE PROTEÇÃO E MELHORES SALÁRIOS, ENQUANTO POTENCIALIZAVA A RESISTÊNCIA POLÍTICA À CRESCENTE INFLUÊNCIA SOCIALISTA, JÁ TÃO INTENSA QUE CORROÍA AS BASES DO CONFIÁVEL SISTEMA POLÍTICO DEMOCRÁTICO E AMEAÇAVA ENTRONAR NO PODER O CREDO INIMIGO ATRAVÉS DAS ELEIÇÕES LIVRES E UNIVERSAIS.
A REAÇÃO DO SISTEMA DE PODER NÃO SE FEZ ESPERAR, ATRAVÉS DO FOMENTO AO ENORME PRESTÍGIO EMPRESTADO AO SEGMENTO QUE SEMPRE, E MELHOR, REPRESENTOU A CONSCIÊNCIA DE PÁTRIA, DE LIBERDADE E O INSTINTO DE SOBREVIVÊNCIA DOS GRUPOS NACIONAIS AMEAÇADOS PELA ‘REVOLUÇAO INTERNACIONALISTA’: OS MILITARES.
DIRETAMENTE, OU ATRAVÉS DE INTERPOSTAS LIDERANÇAS CIVIS VIGIADAS E CONTROLADAS À PRUDENTE DISTÂNCIA, SURGIRAM OS REGIMES ‘FORTES’ (VISCERALMENTE ANTICOMUNISTAS) DE FRANCO, NA ESPANHA, E DE SALAZAR, EM PORTUGAL.
NAS AMÉRICAS, GRANDES OU PEQUENOS REGIMES, ABERTA OU DISCRETAMENTE DITATORIAIS, FIZERAM OS DEVIDOS EXPURGOS SOBRE A ONDA COMUNISTA AVASSALADORA QUE SE ESPRAIAVA PELO OCIDENTE, GERANDO ESTADOS-NOVOS COMO OS DE VARGAS, NO BRASIL, PERON, NA ARGENTINA, STROESSNER, NO PARAGUAI E TANTOS OUTROS QUE A ESSES SE SEGUIRAM MUNDO AFORA.
EM TODAS ESSAS OCASIÕES, A MISSÃO GOVERNANTE FOI MANTER AS ARTICULAÇÕES SOCIALISTAS A SEGURA DISTÂNCIA, COMPENSANDO-AS E NEUTRALIZANDO-AS POR VANTAGENS SOCIAIS TEMPORÁRIAS QUE MANTIVESSEM TRABALHADORES E INATIVOS AFASTADOS DAS TENTAÇÕES PROMETIDAS PELOS ‘PARTIDOS ÚNICOS TOTALITÁRIOS’.
NO BRASIL CONTEMPORÂNEO, O GRANDE FEITO DOS REGIMES MILITARES MAIS RECENTES FOI GARANTIR UMA CONFORTÁVEL TRAJETÓRIA PARA OS TRABALHADORES, OFERECENDO-LHES MELHORES SALÁRIOS, PLENAS GARANTIAS DE UM ELEVADO E SAUDÁVEL PADRÃO DE VIDA, DO ACESSO A BENS E SERVIÇOS, ATRAVÉS DO EMPREGO FARTO E DA CONCESSÃO DE SISTEMAS DE APOSENTADORIA MAIS GENEROSOS, COM RENDIMENTOS INTEGRAIS NO SERVIÇO PÚBLICO E A CRIAÇÃO DOS FUNDOS DE PENSÕES NA CONSTELAÇÃO ESTATAL.
NA ESFERA PRIVADA, ALGUMAS OUTRAS SOLUÇÕES CRIATIVAS FORAM ENGENDRADAS EM RELAÇÃO AO FUTURO DOS CIVIS, ASSEGURANDO-LHES POSSIBILIDADES DE ACUMULAR POUPANÇAS PARA COMPLEMENTAÇÃO SALARIAL, SOB CERTOS LIMITES QUANTITATIVOS, NA APOSENTADORIA, E A CONSTITUIÇAO DO ‘FUNDO DE GARANTIA’, A FIM DE ASSEGURAR AO FUTURO APOSENTADO O SEU PECÚLIO PESSOAL PARA A VELHICE OU ALGUMAS CIRCUNSTÂNCIAS IMPERATIVAS DA VIDA, COMO DOENÇA GRAVE, CASAMENTO, AQUISIÇÃO DA CASA PRÓPRIA, ETC.
ENQUANTO ISSO OCORRIA, OS PRINCÍPIOS E OS FRUTOS DA CRIAÇÃO DO GRUPO INTELECTUAL DE MONT-PÉLÉRIN ERAM POSTOS EM PRÁTICA E TRADUZIDOS NA SUSTENTAÇÃO DOUTRINÁRIA DOS VENCEDORES DA ‘GUERRA FRIA’, UM TANTO AQUECIDA, COMO SABEMOS, NOS TERRITÓRIOS ONDE FOI NECESSÁRIO COMBATER, PELA VIOLÊNCIA DAS ARMAS, OS PLANOS DA ‘REVOLUÇÃO PLANETÁRIA DO PROLETARIADO’.
ASSIM, FORAM ESTABELECIDOS E COMEÇARAM A SER APLICADOS LIMITES E PRAZOS DE VALIDADE TANTO À MIRABOLANTE E VÃ PROMESSA OCIDENTAL DE OFERECER AO MUNDO UM REGIME CAPITALISTA ADOCICADO, DE CUNHO SOCIAL E PROTETOR, QUANTO À UTÓPICA PROMESSA DE UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA E IGUALITÁRIA SOB REGÊNCIA DO SOCIALISMO DE ESTADO!
TAIS COMPROMISSOS, ASSUMIDOS DE AMBOS OS LADOS, TANTO À ESQUERDA QUANTO À DIREITA, NÃO PASSARIAM, PORTANTO, DE SEMENTES INFRUTÍFERAS PARA PROMESSAS IRREALIZÁVEIS DAS ‘ELITES ILUMINADAS’ AOS POVOS INGÊNUOS, MEROS ACENOS DE ESPERANÇA QUE AJUDASSEM A PRESERVAR A ESTABILIDADE E O FÉRREO CONTROLE PLANETÁRIOS.
HAYECK, ELE MESMO, JÁ HAVIA AFIRMADO, ÀS VÉSPERAS DAS ELEIÇÕES INGLESAS DE 1945, VENCIDAS PELO PARTIDO TRABALHISTA (O PT BRITÂNICO) QUE, ‘... APESAR DE SUAS ANUNCIADAS BOAS INTENÇÕES, A SOCIAL-DEMOCRACIA MODERADA INGLESA CONDUZIRIA O PAÍS AO MESMO DESASTRE QUE O NAZISMO ALEMÃO: A UMA MODERNA SERVIDÃO.
ISSO PORQUE, NA CONCEPÇÃO LIBERAL DOS INTELECTUAIS DE MONT-PÉLÉRIN, O ALVO A SER COMBATIDO E DERROTADO SERIAM TODAS E QUAISQUER LIMITAÇÕES IMPOSTAS AO MERCADO POR PARTE DO ESTADO-NACIONAL, O QUE ELES CONSIDERAVAM COMO AMEAÇAS MORTAIS ÀS LIBERDADES POLÍTICA E ECONÔMICA, QUE EXIGIAM E PASSARAM A IMPOR ATRAVÉS DOS ‘GOVERNOS AMIGOS’, LEAIS À CAUSA DO ‘MERCADO LIVRE’ E DO ‘ESTADO MÍNIMO’.
POLARIZADOS POR ESSAS IDÉIAS RADICAIS, ESSE GRUPO DE FEROZES OPOSICIONISTAS ÀS AÇÕES SOCIAIS DO ESTADO ELEGEU COMO PRINCIPAL OBJETIVO... ”COMBATER O CONCEITO DE SOLIDARIEDADE JUDAICO-CRISTÃ E O KEYNESIANISMO, PONTAS DE LANÇA DO INTERVENCIONISMO ECONÔMICO, SOB A ARGUMENTAÇÃO DE QUE O NOVO IGUALITARISMO DA ÉPOCA, TANTO PROMOVIDO PELA VERTENTE MATERIALISTA DA SOCIEDADE, QUANTO PELA VISÃO SOLIDÁRIA ESPIRITUALISTA, DESTRUÍA A LIBERDADE DOS CIDADÃOS E A VITALIDADE DA CONCORRÊNCIA ENTRE OS HOMENS, A VERDADEIRA “ENERGIA MOTRIZ DA PROSPERIDADE UNIVERSAL”.
COM TAIS IDÉIAS E AÇÕES CONSEQUENTES, IMAGINARAM E DIVULGARAM ESTAR PREPARANDO UM “NOVO TIPO DE CAPITALISMO RADICAL, INFLEXÍVEL, LIVRE DE QUAISQUER REGRAS OU LIMITAÇÕES’: O NEOCAPITALISMO, IMPROPRIAMENTE CHAMADO DE NEOLIBERALISMO, E QUE, A ESSA ALTURA, AINDA NÃO HAVIA SIDO IDENTIFICADO, MUITO MENOS LEVADO À PIA BATISMAL.
SEGUNDO ESSES OLIGARCAS, A DESIGUALDADE ENTRE OS HOMENS E AS SOCIEDADES ERA UM VALOR EXTREMAMENTE POSITIVO, CONCEITO QUE, SE NÃO VERDADEIRO, AO MENOS DEVERIA ALIVIAR-LHES O PESO DAS CONSCIÊNCIAS...
ESSAS IDÉIAS FORAM DEFENDIDAS, NO PLANO TEÓRICO, E OPERACIONALIZADAS NOS BASTIDORES DO GRUPO DE MONT-PÉLÉRIN E DOS FECHADOS CÍRCULOS POLÍTICOS E ECONÔMICOS, POR MAIS DE VINTE ANOS CONSECUTIVOS.
A INTRODUÇÃO DE SEUS DISCRETOS E EFICIENTES DEFENSORES NOS PARTIDOS POLÍTICOS DE TODAS AS TENDÊNCIAS, EM DE TODO O MUNDO, QUE OS LEVARIAM MAIS ADIANTE AO PODER, FOI FEITA SEM ALARDES. MUITOS DESSES POLÍTICOS SE EXPUSERAM EM VITRINES DE OUTROS MATIZES DOUTRINÁRIOS, ESPECIALMENTE OS DE ESSÊNCIA ‘ESQUERDISTA’, SOMENTE DANDO UMA COMPLETA GUINADA EM SUAS ANTIGAS IDÉIAS E MOSTRANDO A FACE NEOCAPITALISTA QUANDO OS CAMINHOS PARA O ALCANCE E MANUTENÇÃO DO PODER, PAVIMENTADOS EM SILÊNCIO, JÁ EMERGIAM CONSOLIDADOS.
ISSO VEIO A OCORRER, MAIS CLARAMENTE, ANTE A GRANDE CRISE DO MODELO ECONÔMICO DO PÓS-GUERRA, EM 1973, QUANDO O MUNDO CAPITALISTA ENTROU EM LONGA E PROFUNDA RECESSÃO, CONHECENDO O FENÔMENO DAS BAIXAS TAXAS DE CRESCIMENTO COM ALTAS TAXAS DE INFLAÇÃO (ESTAGFLAÇÃO).
AS RAÍZES DESSA CRISE MUNDIAL, SEGUNDO HAYECK E SEUS COMPANHEIROS DO GRUPO DE MONT-PÉLÉRIN, ESTAVAM “... NO PODER EXCESSIVO E NEFASTO DOS SINDICATOS E NO SUCESSO ALCANÇADO PELO MOVIMENTO OPERÁRIO, CORROENDO AS BASES DA ACUMULAÇÃO CAPITALISTA, COM SUAS MALFADADAS PRESSÕES SALARIAIS SOBRE O EMPRESARIADO E A PRESSÃO PARASITÁRIA PARA QUE OS ESTADOS AUMENTASSEM OS GASTOS SOCIAIS. 
E ESSES PROCESSOS, SEGUNDO ELES, ‘... TERIAM DESTRUÍDO OS NÍVEIS IDEAIS DE LUCRO DAS EMPRESAS E DESENCADEADO OS PROCESSOS INFLACIONÁRIOS QUE DESAGUARAM NA CRISE DAS ECONOMIAS DE MERCADO’.
ISSO ERA, EM PARTE, VERDADEIRO. MAS, A QUESTÃO FUNDAMENTAL, JAMAIS DEBATIDA OU ADMITIDA, É QUE SOMENTE OS GOVERNOS E O SISTEMA FINANCEIRO MUNDIAL, AMBOS SOB O FÉRREO CONTROLE DA ELITE ILUMINADA, ESTARIAM APTOS TANTO A GERAR A INFLAÇÃO SURGIDA QUANTO A PROVOCAR A ESTAGNAÇÃO ECONÔMICA E O DESEMPREGO AGUDO!
E NA VISÃO EGOÍSTICA DESSES LUMINARES, O REMÉDIO PARA AS DISFUNÇÕES SERIA
SIMPLES:
‘... UM ESTADO SUFICIENTEMENTE FORTE APENAS PARA QUEBRAR A ESPINHA DORSAL DOS SINDICATOS ATUANTES E CONTROLAR O DINHEIRO, PORÉM DE FORMA SEVERAMENTE PARCIMONIOSA NOS GASTOS SOCIAIS E TOTALMENTE AFASTADA DAS INTERVENÇÕES ECONÔMICAS.
OS TRATADOS PARA APLICAÇÃO DESSAS DIRETRIZES FORAM FIRMADOS, SECRETAMENTE, PERANTE ORGANISMOS MULTILATERAIS PRIVADOS, REPRESENTANTES DO SISTEMA FINANCEIRO INTERNACIONAL, COMO O FMI, O BANCO MUNDIAL E SEUS ACESSÓRIOS.
POR TAIS ACORDOS DE SANGUE, A ESTABILIDADE DA ECONOMIA DEVERIA SER UM DOGMA ADORADO DE JOELHOS, META SUPREMA DE TODO E QUALQUER TIPO OU CREDO DE GOVERNO, QUE PODERIA SER ALCANÇADA COM ENORME DISCIPLINA ORÇAMENTÁRIA, RESTRIÇÃO DRÁSTICA DE GASTOS SOCIAIS E, FINALMENTE, O DESEMPREGO EM MASSA PARA CRIAR UM EXÉRCITO DE RESERVA QUE DOBRASSE A FORÇA DOS SINDICATOS.
OS MAIORES BENEFICIÁRIOS DESSA SUPOSTA PREOCUPAÇÃO COM A ESTABILIDADE, POR MAIS QUE SE TENTE ENCOBRIR A VERDADE, ATRIBUINDO-A A ALTRUÍSTICOS CUIDADOS COM OS MAIS POBRES, VIRIAM A SER OS GRANDES ESPECULADORES GLOBAIS, CONHECIDOS E VALORIZADOS, NO JARGÃO BENEVOLENTE DA PRAÇA, COMO “INVESTIDORES INTERNACIONAIS”.
O OUSADO PLANO POS-SE EM MARCHA ACELERADA E OS DIREITOS PROMETIDOS ANTES, A CADA CATEGORIA DE SERVIDORES, PÚBLICO OU PRIVADOS, COMEÇARAM A SER SUTILMENTE DEMOLIDOS, COM A AMPLA COLABORAÇÃO DE UM NOVO TIPO DE SINDICALISMO: O PELEGUISMO OFICIAL DISSIMULADO.
A IMPLACÁVEL EXPROPRIAÇÃO DOS ANTIGOS DIREITOS, A PRINCÍPIO RECEBIDA E CONFUNDIDA COM INICIATIVAS PONTUAIS DE GOVERNOS OU ADMINISTRAÇÕES INDIVIDUAIS, LEVOU OS TRABALHADORES A PROTESTAR CONTRA TANTAS MUDANÇAS RADICAIS, E A TENTAR RENEGOCIÁ-LAS COM GOVERNOS E PATRÕES, SEM NENHUM SUCESSO ADMINISTRATIVO.
ANTE TAMANHA IRREDUTIBILIDADE PATRONAL, COMEÇARAM A PERCEBER, AFINAL, QUE ALGO DE ERRADO PAIRAVA PELO AR. NÃO SE TINHAM TOCADO, ATÉ ENTÃO, QUE ENFRENTAVAM UM PODEROSO INIMIGO OCULTO NAS SOMBRAS DO PODER MUNDIAL, SEM NOME NEM FACE, TREMENDAMENTE ORGANIZADO, QUE JÁ HAVIA, INCLUSIVE, SE APODERADO DE QUASE TODO O APARATO SINDICAL, CUJOS PODERES GERAIS FORAM ENTÃO, SOB FÉRREO CONTROLE SUPERIOR, AMPLIADOS LEGALMENTE PARA PODER “NEGOCIAR” EM NOME DE SUAS RESPECTIVAS CATEGORIAS. COM ISSO, O ASSEMBLEÍSMO CONTROLADO PASSOU A SE IMPOR À VONTADE NEGOCIAL DA MASSA TRABALHADORA.
MEDIDAS EXPROPRIADORAS DE DIREITOS FORAM IMPOSTAS, AO ARREPIO DA LEI, DOS CONTRATOS FIRMADOS E ATÉ DO SENSO COMUM, TRANSFORMANDO EMPRESAS E GOVERNOS, ATÉ ENTÃO CONSIDERADOS PATERNALISTAS, EM FRIOS ALGOZES.
E A INTENÇÃO DOS NOSSOS OPRESSORES É MESMO ESSA: GANHAR TANTO TEMPO QUANTO POSSÍVEL EM NEGOCIAÇÕES ESTÉREIS; BARGANHAR ANTIGOS DIREITOS ASSEGURADOS, SOB PRESSÃO DE PSEUDO-RECOMPENSAS FINANCEIRAS OU DE ASSUSTADORAS AMEAÇAS MENTIROSAS, COMO O SURGIMENTO DE DÉFICITS PÚBLICOS OU PRIVADOS IRREVERSÍVEIS E A SEREM LOGO RATEADOS, ESPECIALMENTE NOS FUNDOS PREVIDENCIÁRIOS, AMEDRONTANDO A TODOS PELA EVENTUAL COBRANÇA DE DÍVIDAS INEXISTENTES, MAS QUE APAVORAM E ROUBAM O SONO DOS AMEAÇADOS.
A SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA SÓ EXISTIRA, PORTANTO, PELA VIA JUDICIAL, JAMAIS PELAS MESA DE NEGOCIAÇÃO, POR MAIS QUE SE AVENTE OU DEFENDA TAL POSSIBILIDADE, INVARIAVELMENTE UMA MEDIDA PROCRASTINATÓRIA.
OS OPRESSORES, NÃO OBSTANTE, SABEM, PERFEITAMENTE, QUE ESTÃO AGINDO AO ARREPIO DA LEI E QUE, MAIS DIA MENOS DIA, FATALMENTE, SERÃO CONDENADOS A PAGAR O QUE DEVEM AOS TRABALHADORES EXPROPRIADOS DOS SEUS DIREITOS.
SEU MAIOR EMPENHO, PORTANTO, É POSTERGAR AO MÁXIMO, COM TODAS AS MANOBRAS PROTELATÓRIAS POSSSÍVEIS, A CHEGADA DESSE DIA, EM QUE TERÃO DE SACAR OS FUNDOS E SATISFAZER AOS CREDORES, PREFERENCIALMENTE POR SEUS HERDEIROS E DESCENDENTES. O DINHEIRO, AFINAL, FEITO POR ELES MESMOS, ABUNDANTEMENTE, EM PAPEL E TINTA OU GANHO, SEM FAZER FORÇA, ATRAVÉS DOS JUROS ESCORCHANTES COBRADOS AOS ENDIVIDADOS, SEJAM GOVERNOS, EMPRESAS OU PESSOAS FÍSICAS, NÃO LHES FAZ MOSSA ALGUMA.
POR ISSO PAGARÃO, SEM PESTANEJAR, QUANDO ESGOTADOS TODOS OS RECURSOS A QUE APELAREM, DE QUAISQUER NATUREZAS FOREM, E AS RESPECTIVAS SENTENÇAS TRANSITAREM EM JULGADO.
POR QUE, ENTÃO, SE DÃO AO TRABALHO DE NOS FAZER TANTAS VILEZAS?
PELA SIMPLES RAZÃO DE QUE, SEGUNDO KEYNES, “... Em LONGO PRAZO ESTAREMOS TODOS MORTOS”.
ENTERRADAS CONOSCO, TAMBÉM, ESTARÁ A MEMÓRIA-VIVA DE QUE, UM DIA, SONHAMOS, LUTAMOS, GANHAMOS E, AO FIM DA VIDA, PERDEMOS O DIREITO LEGAL A UMA APOSENTADORIA JUSTA, UMA VELHICE DIGNA E BEM REMUNERADA.
E ESSA LEMBRANÇA REFERENCIAL, NA TORPE CONCEPÇÃO DESSES OPRESSORES, PRECISA SER, IMEDIATAMENTE, APAGADA.
ESSE É O VERDADEIRO E CRUDELÍSSIMO OBJETIVO DO GRUPO SECRETO DE MONT-PÉLÉRIN:
A MORTE DEFINITIVA, INAPELÁVEL, DE UM SONHO INALCANÇADO!

NOTA FINAL: AS FONTES DE REFERÊNCIA, OBRAS E RESPECTIVOS AUTORES QUE SUSTENTAM ACADÊMICAMENTE ESTE ENSAIO, ESTÃO ABUNDANTEMENTE DOCUMENTADAS NO LIVRO “O PODER SECRETO!” , DESTE MESMO AUTOR. 

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

SERÁ QUE JÁ NÃO SE FAZEM MAIS GENERAIS COMO ANTIGAMENTE...???

Stenio pergunta:

CARO ARMINDO,
A VC. QUE TEM LIGAÇÕES COM NOSSOS MILITARES, PERGUNTARIA: ATÉ QUANDO OS COMANDOS DAS TRÊS FORÇAS ARMADAS ASSISTIRÃO, PACIFICAMENTE, A ESSA DERROCADA?
SERÁ QUE NÃO SE FAZEM MAIS GENERAIS COMO ANTIGAMENTE?
ABS
STENIO.

Armindo responde:
Caro Stenio:
Como vc deve saber, minhas antigas ligações profissionais ou de respeitosa amizade com alguns militares provém de duas fontes básicas:
1. Os ex-companheiros dos bancos escolares do Colégio Militar do Rio de Janeiro que seguiram carreira nas três Forças Singulares (nossa turma está completando 50 anos de formada e deverá reunir no CMRJ, em novembro próximo, entre muitos outros ilustres colegas, desde o comediante Castrinho - Geraldo de Castro Filho - ao Ministro das Cidades, Márcio Fortes de Almeida, e ao atual Comandante do Exército, o General Enzo Martins Peri).
2. Ex-Chefes militares e companheiros das três Forças com quem convivi, ao longo de 10 anos, na Escola Superior de Guerra, como Estagiário, Membro do Corpo Permanente, Membro do Conselho de Estudos e Chefe da Divisão de Extensão.
Pela proximidade de que desfrutei nas muitas atividades profissionais e acadêmicas, em grupos de estudos e de trabalho, posso assegurar-lhe, em caráter estritamente pessoal e sob minha inteira responsabilidade, que os nossos coronéis e generais seguem recebendo e praticando os mesmos elevados padrões de formação e eficiência profissional de sempre, com base nos eternos valores morais, éticos e de patriotismo prevalentes em nossa cultura ocidental, de raízes judaico-cristãs. E que os nossos oficiais superiores do último posto, seguindo as tradições castrenses, continuam sendo avaliados durante toda a carreira e indicados ao generalato por seus próprios pares, e ninguém mais.
Por não fazerem parte da cultura militar brasileira quaisquer outros princípios, valores ou critérios estranhos à nacionalidade ou à carreira, não haverá, portanto, promoções por critérios ‘subjetivos’ estranhos às Forças, por indicações partidárias, pela impetuosidade do ‘mercado’, pela ação de ‘comissários do povo’ ou por sopros alienígenas...
Os coronéis, concluídos todos os cursos obrigatórios de especialização, estarão sempre preparados e aptos para a ascensão e, se, infelizmente, não forem todos convocados a assumir os postos culminantes da carreira, é, única e exclusivamente, devido às restrições legais aos quantitativos dos respectivos quadros de cada Força.
Portanto, haverá sempre, entre eles, o respeito à lei, à ordem democrática constituída, à democracia representativa; à preservação da unidade nacional; à livre-iniciativa; à livre-concorrência; às eleições honestas, limpas; aos interesses maiores do povo brasileiro.

As exceções históricas registradas no passado se referem, exclusivamente, a descompassos entre a lei, a boa ordem, as práticas democráticas e a outros processos contrários aos anseios da nacionalidade, pelos desgovernos que, favorecendo coalizões de interesses espúrios, puseram em risco toda a estrutura democrática que se pretendia construir e ver em prática permanente, perdendo, com isso, a legitimidade.
Você deve se lembrar bem, durante o período pré-industrial brasileiro, à época das eleições a ‘bico de pena’, dos currais eleitorais que favoreciam as oligarquias fundiárias, onde arranjos espúrios perpetuavam sua influência e mantinham o povo sob cabresto, confiando o poder apenas aos grupos de influência do eixo São Paulo/ Minas Gerais, na famosa política do ‘café-com-leite’, ignorando o restante das forças-vivas do nosso imenso país, um gigante continental com pés de barro.

Regressados da II Guerra Mundial, em que lutamos junto aos países aliados contra o Eixo pelos mesmos valores da democracia ocidental, os militares brasileiros se empenharam em remodelar essa estrutura política arcaica, reconstruí-la, levando os benefícios da democracia representativa a todo o povo brasileiro. Entre outras inúmeras providências, uma vez derrubada a ditadura Vargas e erguidas instituições nacionais democráticas, com eleições populares (que, inclusive, trouxeram de volta ao poder o ex-ditador, agora pelo voto - veja aí que ditaduras também podem merecer apoio popular), criaram a Escola Superior de Guerra como um centro de estudos e debates livres entre civis e militares, para a construção de uma doutrina democrática, genuinamente brasileira, que expurgasse os vícios e conchavos da ‘república velha’ e permitisse a criação de um “Método de Planejamento para a Ação Política” dando corpo e eficiência, com gestão otimizada, aos escassos recursos públicos. E isso seria feito, como defende a doutrina da ESG, segundo os parâmetros democráticos universais, valores cristãos e patrióticos, permitindo levar de forma equânime e solidária, a todos os brasileiros, seu justo quinhão de “Segurança e Desenvolvimento”.

Não obstante, conforme ocorreu em todo o mundo ocidental, também o Brasil foi alcançado pelos ventos antidemocráticos pregados pela “revolução planetária” do comunismo anticristão, desagregador da nacionalidade, destruidor das garantias individuais, da propriedade privada e do desenvolvimento espiritual pela proibição aos credos religiosos. Era o materialismo sem pátria que batia às nossas portas, pondo em risco as conquistas trazidas dos campos de batalha na Europa, razão da presença e do sangue derramado pelos nossos pracinhas nos campos gelados de batalha.
A besta comunista, antes vencida no teatro da guerra, agora afiava suas garras às portas da Nação, comprometendo a filosofia democrática dos partidos políticos infiltrados, corrompendo nossos valores essenciais, ameaçando a integralidade da Pátria, , a individualidade do ser humano, tentando condená-lo ao papel material de mera peça de reposição nas engrenagens de um futuro estado global, totalitário e açambarcador.
Justo por isso, para livrar-nos desse mal insidioso, veio a revolução de 64, ante apelos candentes e o mais amplo apoio da população ordeira.
Recompuseram-se, durante os 20 anos de governos militares, as bases da consolidação de uma nacionalidade ameaçada...
Criou-se uma infra-estrutura incomparável, especialmente de comunicação e integração do povo brasileiro, de sua língua, costumes, cultura, anseios, do respeito e amor ao torrão natal; de repulsa ao chamamento internacionalista, do apelo à dissolução das mais diversas nacionalidades, espelhado no grito marxista em prol da rebelião mundialista:
“-Proletários do Mundo, Uni-vos.”

O Brasil saiu íntegro e ainda mais forte dessa nova batalha, que só incomodou, molestou, aos que obravam nas sombras, pela força da rebelião armada, da subversão da ordem, da mentira, das ameaças à ordem pública, dos assaltos aos bens privados, dos assassinatos e seqüestros, da infiltração vermelha e da cizânia, na vã tentativa de que o Brasil se fragmentasse e se rendesse ao credo bolchevique.. .
A nós, que nos dedicamos diuturnamente ao trabalho honesto, profícuo, havia empregos de sobra, bem remunerados, criados pela formulação inteligente de um projeto nacional virtuoso e vitorioso, pela persistência e pela tenacidade criativa de um povo que, até então, nunca suplicara por esmolas, apenas pelo direito ao trabalho digno, orgulhoso.
Esse foi o campo de batalha e de preparo dos generais de hoje, que desenvolveram suas carreiras, viveram e laboraram nesses tempos de vigilância, de Ordem e Progresso. E, sobretudo, dos estudos e das ações que prepararam o Brasil para viver os tempos atuais da democracia representativa, livre e soberana.
Não lhes cabe, portanto e a rigor, julgar o bom ou mau uso que dela fazem agora que o poder foi transferido aos civis, desde que contida nos parâmetros da lei e da ordem. Não lhes faculta, também, interferir na administração da coisa pública, simplesmente por desgostarem eventualmente, aqui e ali, de certos rumos escolhidos pelos políticos, desde que ao amparo da Lei. Afinal, isso é do jogo democrático.
Mas, reconheçamos, no que disser respeito as suas atribuições constitucionais, Eles não deverão esmorecer. Creia, contudo, que conhecem muito bem todos esses meandros e, por isso, continuam acompanhando e identificando, atentamente, os problemas nacionais e a forma como se está usando a herança política, tão duramente conquistada pela nação..
A nossa tarefa, como civis patriotas, e a deles, como cidadãos fardados, será, portanto, acompanhar o desempenho e o uso do aparelho democrático construído, a boa e honesta aplicação dos ativos consolidados naqueles tempos duros de reconstrução e fortalecimento da democracia. E, sobretudo, se a condução do país se comporta segundo a lei positiva, arquitetada com base nos valores morais, éticos e religiosos que embasam a sociedade brasileira e fundamentam nossa constituição republicana.

Sei muito bem a que você se referia quando usou, para formular sua pergunta, à contundente palavra DERROCADA. Não desconheço que, como muitos patriotas, está-se preocupando com a decadência dos costumes políticos e sociais, com a meteórica ascensão dos sócio-comunistas, ontem derrotados pela sociedade brasileira, militares à frente, na tentativa de ‘cubanizar’ o Brasil. e de colocá-lo sob o jugo da influência soviética... Os mesmos derrotados, ora beneficiados pelos sufrágios populares, pela democracia forjada naqueles tempos de reconstrução nacional são os mesmos que agora, sem nenhum pejo, denominam de “anos de chumbo”... E hoje se fartam nas tetas do estado, as mesmas que não conseguiram empolgar pela força das armas e do terrorismo, sob o vil pretexto de acabar com a burguesia (classe média) e de colocar no poder a ‘ditadura do proletariado’.
Aproveitando-se do voto livre, articulado e preparado durante a administração militar, revelam, à luz do dia, o tamanho da voracidade com que atacam recursos públicos para enriquecer pessoalmente, à custa da fome e da miséria dos compatriotas que, antes, pela força das armas e do embuste, prometiam socorrer, salvando-os dos braços da “ganância capitalista”...
Esse é o verdadeiro ‘espírito socialista’ dos heróis de fancaria, surgidos dos porões da redemocratização nacional’...
De outro lado, no vácuo deixado pela falência temporária do comunismo, uma tremenda e irresistível vaga ultra-liberal tentou subtrair o poder das mãos da soberania popular, entregando-o aos ‘mistérios auto-reguláveis e à globalização do mercado’, fato que fez acumular, ainda mais, a riqueza em escassas mãos e levou o mundo à beira da catástrofe financeira.
Como nos advertia Jorge Boaventura, ex-Conselheiro (por falecimento) do Comando da ESG, ... ”O neoliberalismo globalizante pretende sobrepor-se às soberanias nacionais, violentando o direito natural.”
Ainda na singular concepção desse grande mestre e filósofo, “... O Patriotismo é o sentimento resultante da compatibilização emocional que, natural e espontaneamente, se estabelece entre o homem e o ambiente físico e cultural em que ele veio ao mundo, desenvolveu sua personalidade e integrou-o no processo histórico.” E, nessas mesmas circunstâncias, o nacionalismo, de forma natural,... “Sem estar maculado por nenhuma xenofobia, é um corolário do patriotismo sendo, portanto, algo inserido na ordem natural.”
E nela,... “Os militares constituem a expressão física do instinto de sobrevivência de uma Nação”

Sempre atentas, tanto aos aspectos filosóficos e doutrinários que garantirão a perenidade da Pátria e de seus naturais, quanto aos desvios à consecução desse ideal, em nossos dias registrados à esquerda e à direita do espectro político, as Forças Armadas brasileiras, por isso. mostram-se fiéis à nacionalidade, nunca às doutrinas políticas alienígenas.

Com tudo isso em mente, meu caro amigo, lembre-se ainda, muito bem, de que, segundo a nossa Constituição,...

“A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
“V - o pluralismo político.”
E que, ainda, pelo seu Art. 142...
“As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.” (nossos destaques)
Portanto, no remoto caso de uma grave escassez de recursos materiais destinados à manutenção e ao aparelhamento das FFAA, por intenções ou desvios orçamentários inexplicáveis, impedindo o correto cumprimento dos seus deveres constitucionais, ou o surgimento de ameaças concretas a alguns desses princípios pétreos de nossa Carta-Magna, ameaçando-os ou pondo em risco a perenidade do espírito nacional consubstanciado no texto epigrafado, aí sim, podes crer, veremos todos nós, felizmente e Graças a Deus, de que têmpera os nossos generais continuam sendo forjados...
Um forte abraço do
Armindo Abreu.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O SURGIMENTO DO IMPÉRIO NEOCOMUNISTA

Armindo,

Repasso-lhe para análise.

Victor

Resenha do livro de Toby Westerman, por Atila S. Guimarães: Mentiras, Terror e o Surgimento do Império Neocomunista – Origens e Direção (Bloomington, IN: AutorHouse, 2009, 231pp.)

Os que não caíram na artimanha de que o comunismo morreu, vão encontrar neste livro uma valiosa ferramenta para apoiar sua posição. Os que ingenuamente acreditaram no mito de que João Paulo II e Ronald Reagan derrotaram o comunismo dando prestígio e dinheiro a Lech Walesa, vão encontrar neste livro clara comprovação de que o comunismo nunca morreu, só mudou seu rosto para avançar mais.
Baseado em notável quantidad
e de informações confidenciais retiradas de seus arquivos, como expert em política internacional Toby Westerman oferece aos seus leitores um amplo mapa da atividade comunista contemporânea. Isto é apresentado em estilo atraente, que torna a leitura desse grave tema como se fosse uma novela policial.

A “nova” face do comunismo russo Westerman começa descrevendo como a atuante rede de espionagem comunista era forte – ironicamente, ao mesmo tempo em que Boris Yeltsin pronunciava seu dramático discurso diante do Congresso dos Estados Unidos (17 de junho de 1992), assegurando ao mundo que o comunismo estava morto e que a Rússia havia adotado os princípios sócio-econômicos do Ocidente moderno. O Autor especifica que enquanto Yeltsin nos garantia que “a liberdade não seria enganada”, em torno de 700.000 espiões comunistas trabalhavam no mundo todo para continuar a expansão de suas idéias.

De fato, muitos símbolos antigos do comunismo foram abandonados e muitas instituições foram fechadas. Sem embargo, isto se deu não tanto porque seus líderes haviam mudado de ideologia, mas porque essas instituições estavam obsoletas e o povo já não seguia seus chefes. Se bem que esse fracasso geral deu a aparência de uma mudança nas idéias, o Autor sustenta que, na realidade, isso se passou para convidar os capitalistas para entrarem na Rússia e restaurarem sua economia. Desde então, operou-se um forte aumento dos investimentos ocidentais que ingressaram na falida economia comunista e lhe deram nova vida.
No entanto, oito anos mais tarde, como o desastre econômico começou a ser resolvido, Vladímir Putin ganhou as eleições (março de 2000) e começou novamente a construir e reinstalar as instituições comunistas que haviam sido abandonadas. Ex-agente do KGB, Putin trabalha para restaurar a infame agência. O mesmo pessoal, os mesmos métodos — espionagem, perseguição, assassinatos — continuam sendo aplicados contra aqueles que de alguma maneira ameaçam o regime. De maneira significativa — e Westerman o documenta muito bem — Putin também anseia pelo retorno da URSS.
No fundo, o Ocidente é o facilitador para que o comunismo continue. É o que ainda hoje acontece. O comunismo continua, mas com sua face metamorfoseada. O que há de novo nessa face? Em cada parte do mundo assume características peculiares. Na Rússia, abandonou o estilo comunista stalinista para retornar aos métodos de Lênin.

Lênin em 1922, ano em que iniciou sua Nova Política Econômica
Muitas pessoas hoje em dia esqueceram que depois do golpe bolchevique de 1917 o comunismo fracassou em sua gestão do Estado. Então Lênin introduziu sua Nova Política Econômica (NPE), que permitiu em alguma medida a propriedade privada. A adoção dessa política — apoiada por importante segmento dos meios de comunicação capitalistas — convenceu o Ocidente de que o comunismo havia fracassado e que, portanto, o melhor a fazer seria ajudar Lênin a reparar os danos. Bem sabemos como essa estratégia serviu para sustentar o comunismo. Westerman argumenta que a mesma tática de mudança de face foi usada mais tarde, depois da queda da Cortina de Ferro.
Pontos não negligenciados: a Rússia nunca deixou de apoiar as redes do terror que operam a partir do Irã, Síria, ou Venezuela; nunca deixou de reforçar os vínculos com os déspotas de estilo soviético do Casaquistão, Kirguistão, Uzbequistão, Turquimenistão, Tadjiquistão, Coréia do Norte e Cuba; nunca deixou de pressionar a Ucrânia e a Geórgia para retornarem ao seu âmbito de influência. Isto só para mencionar alguns poucos fatos dentre os citados pelo Autor em seu livro, e que são normalmente silenciados pelos meios de comunicação.

O “novo” comunismo com características chinesas
A viagem de Nixon à China em 1972 possibilitou o boom econômico chinês.
Depois de analisar o “novo” rosto do comunismo na Rússia, Westerman passa a tratar da China. Em primeiro lugar, demonstra que carece de substância o velho mito de que a Rússia e a China são adversárias. Em seguida analisa o novo boom econômico chinês, aberto ao livre mercado, propiciado por Nixon. Na realidade, hoje em dia o mercado na China está controlado pelo governo, e seu êxito se deve à combinação de três fatores:
  1. Uma constante injeção de dinheiro;
  2. A introdução de sofisticadas tecnologias do Ocidente;
  3. Uma enorme força de trabalho escravo interna.
Também demonstra como o Ocidente é ingênuo ao acreditar que a economia de livre mercado necessariamente derrotará o comunismo na China. O Autor demonstra que precisamente o oposto é que é verdadeiro. O Ocidente está proporcionando à China os meios para converter-se em um gigante que já está ameaçando econômica e militarmente os Estados Unidos.
Como responderam os Estados Unidos a esta ameaça? A administração Bush decidiu que para equilibrar o rápido crescimento da China, os Estados Unidos deveriam canalizar assistência econômica para os comunistas do Vietnã e oferecer-lhes prioridades comerciais...
O comunismo avança por meio de eleições na América Latina
O Autor mostra que o novo objetivo do comunismo é implantar governos vermelhos através de eleições democráticas. Este é a nova face do comunismo na América Latina. Analisa em detalhe o caso da Venezuela e mostra como Hugo Chávez promove o comunismo sob o nome de Revolução Bolivariana.

Chávez, Morales e Correa usaram a via eleitoral para chegar ao poder
Também assinala os vínculos entre Chávez e as guerrilhas colombianas Farc, e como Chávez ajudou Rafael Correa a ser eleito presidente do Equador. Além de tratar do caso Chávez, menciona outros presidentes vermelhos que chegaram ao poder através de eleições: Evo Morales na Bolívia, Cristina Kirchner na Argentina, Luis Inácio Lula da Silva no Brasil, Tabaré Vasquez no Uruguai.

Evo Morales e Mahmoud Ahmadinejad

Westerman também chama a atenção para as relações cordiais ou tratados econômicos e militares de Chávez com a Rússia, China, Cuba, Nicarágua, Coréia do Norte, Síria e Irã. Isto é parte do novo império ao qual se refere no título de seu livro.
O autor também se ocupa em destacar
o perigo que Cuba representa para os Estados Unidos e fundamenta suas palavras com interessante informação sobre a atividade de espionagem realizada pela ilha comunista para infiltrar-se nos EUA. Ao concluir sua análise da “Tormenta Vermelha Latino-Americana”, coloca sua atenção sobre a eleição do marxista Daniel Ortega na Nicarágua.


Islã e terrorismo

Um breve capítulo é dedicado a verificar a continuidade histórica da oposição militante islâmica contra o Ocidente e seu milenar ressentimento contra as Cruzadas. Esta rápida descrição pretende preencher o vazio que se fez sobre este tema nos meios de comunicação, livros e ambientes acadêmicos. Também faz uma rápida e indireta vinculação entre o terrorismo atual e o comunismo.

A esquerda norte-americana e a mídia

Todas as diversas frentes do comunismo atual têm um inimigo comum: os Estados Unidos como representante do capitalismo. Elas têm uma forte aliança com a esquerda norte-americana. Se bem que o Partido Comunista tem uma pequena influência na vida política desse país, não se pode dizer o mesmo com relação à influência dos meios de comunicação e da esquerda política. No que concerne à mídia, Westerman reproduz documentação histórica que mostra como ela apoiou Lênin na Rússia, Mao na China e Castro em Cuba. Encontramos sempre a mesma cumplicidade com o mais perigoso inimigo norte-americano, o comunismo. Com respeito à esquerda, uma forte influência política foi dada aos comunistas desde o final do governo de Franklin D. Roosevelt. De fato, vários dos mais influentes membros de seu gabinete eram espiões de Moscou. Desde então, o broto vermelho lançou raízes cada vez mais profundas na política norte-americana.


Mitificação de um assassino transformado em herói pela mídia

Para fomentar o comunismo nos EUA, um importante papel foi desempenhado pelas estrelas de
cinema e produtores de Hollywood que promoveram heróis antiamericanos como Che ou anti-heróis como o casal Rosenberg — condenado à morte por vender segredos atômicos para a URSS.O autor aponta a “reabilitação” do infame casal como grave sintoma da debilidade no senso de autodefesa norte-americano. Tampouco subestima o enorme esforço antibelicista dos ambientes acadêmicos e movimentos pacifistas impulsionados pela mídia esquerdista que tem por objetivo desalentar as tropas que estão sacrificando suas vidas para salvar o país combatendo o terrorismo. A poderosa coalizão de norte-americanos que promovem sentimentos contrários ao seu próprio país não é apenas algo contraditório e vergonhoso, como também é muito perigoso.

A plataforma pacifista norte-americana também é promovida pelos novos líderes comunistas mencionados anteriormente. Um exemplo simbólico: Hugo Chávez recebeu a celebridade antibelicista Cindy Sheeman com todas as honras em seu palácio de governo. Depois posou para as câmeras abraçando Cindy e Elma Rosado, a viúva do líder terrorista de Porto Rico, Ojeda Rios. Ojeda foi morto em 2005 por agentes norte-americanos depois de um milionário assalto bancário e de destruir onze aviões de combate da Guarda Nacional Aérea em Porto Rico. Chávez e as duas mulheres se abraçaram no transcorrer da realização do Foro Mundial Social reunido em Caracas. O terrorismo e o pacifismo se entrelaçaram no abraço de Hugo Chávez, um gesto que fala por si mesmo...

O terrorismo e o pacifismo entrelaçados com a Revolução Bolivariana são 3 tentáculos de uma mesma hidra.

Westerman termina sua obra com um apelo aos norte-americanos para que tomem consciência do que escondem os meios de comunicação. Também os convida a tomar medidas para deter o inimigo central denunciado em seu livro: os cúmplices norte-americanos do comunismo.
Seu livro proporciona um amplo e abrangente panorama,
como também muitos fatos e fontes que vale a pena conhecer, e perspectivas históricas que ajudam a compreender a situação atual.[1]
_________

NOTAS:
[1] O livro Lies, Terror and the Rise of the Neo-Communist Empire pode ser comprado em International News Analysis.
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* Artigo publicado no site católico norte-americano Tradition in Action sob o título The Rise of the Neo-Communist Empire.
Tradução: André F. Falleiro Garcia.


Armindo Abreu responde:

Caro Victor Leonardo,

A resenha acima é bem interessante. A considerá-la acurada, pois não li a obra original em foco, quer-me parecer que o livro expõe o que sempre tenho dito e escrito: A perene existência, pela via da exploração hegeliana (tese x antítese = síntese), de um embate simulado entre as formas mais extremadas do capitalismo e do comunismo. Uma peleja aparentemente superada no início dos anos noventa do século passado, ante a abertura política e as reformas econômicas de Mikhail Gorbatchov diante do irreversível malogro da economia integralmente fechada e planejada... (Glasnost e Perestróica), com a consequente queda do Muro de Berlim, o anunciado “Fim da História”, por Frances Fukuyama, em nome do Departamento de Estado Norte-americano, proclamando a vitória final, insofismável, do capitalismo democrático e liberal. Enganou-se, redondamente, quem embarcou nessa canoa furada...

Essa espécie de ‘vitória capitalista proclamada’ pelos meios de comunicação, que deu origem a uma ampla “Trégua Consentida” entre os antigos e supostos oponentes, não obstante, ao invés de se consolidar, está visivelmente permitindo que seja recriado, em nossos dias, o antigo e aparente conflito mortal, como vai ficando cada vez mais claro. Isso, ao permitir e estimular que o social-comunismo e seus mais extremados, ou dissimulados, defensores sejam amplamente reabilitados aos olhos desconfiados do povo planetário, endeusados, ricamente ‘indenizados’, agora pela suposta via democrática e eleitoral, com visíveis ganhos políticos das chamadas “esquerdas” sobre antigos conservadores de “direita” e, em especial, sobre militares anti-comunistas revolucionários, defensores da nacionalidade, da integridade física, espiritual e patrimonial de seus povos, tudo isso, como já sabemos, uma construção meramente hegeliana destinada a nos levar à síntese socialista do futuro... E isso porque, é óbvio, encerrado o processo de concentração planetária de toda a riqueza física, será impossível, de todo, pela inexistência de meios, a aplicação prática dos princípios básicos do capitalismo de mercado: a livre-iniciativa e a livre-concorrência.

E aqueles que ainda não conseguiram enxergam manobra tão clara e simples, óbvia, continuam a se comportar como inocentes úteis, a fazer o jogo dos que, tanto pela via da suposta “esquerda” quanto pela da “direita”, não querem debater seriamente a questão, interessados que estão, apenas, em fazer proselitismos em suas esferas de influência. Por isso, continuam aceitando as teses brotadas da intensa manipulação que lhes é imposta, dando-lhes foros de verdade ao aceitar e continuar crendo que o mundo, efetivamente, se divide entre a “direita” e a “esquerda” (céu ou inferno, anjos ou demônios, EEUU ou Rússia), na sua estreita e bitolada concepção. Do lado oposto, os crédulos acham estar combatendo o “bom combate” contra uma direita malévola, conservadora e exploradora dos fracos e oprimidos... E, assim, juntos, de mãos dadas, marcham tranquilamente em direção ao cadafalso...

Ainda não conseguiram, afinal, perceber que o mundo sempre foi governado de forma hegeliana e que o maniqueísmo é apenas o instrumento de condução à síntese, isto é, à “solução final” que brotará desse embate tão primário de idéias.

Esse tipo de pessoa, por exemplo, é incapaz de enxergar que os EEUU têm o povo mais manipulado, desinformado e enganado do mundo, mais ainda do que o nosso, e que suas FFAA, pela via do patriotismo mais exacerbado, são usadas por um “Poder Secreto” que vem dominando sucessivos governos comprometidos com o “esquemão” (de forma opressiva, nunca como expressão da vontade do seu belo povo), através do medo diante do “terrorismo”; do emprego psicológico do nacionalismo exacerbado, quase fascista, em seu embate contra o “eixo do mal” e operando como instrumentos ocultos da “síntese final”, que implantará planetariamente o socialismo materialista do “Estado Global Unificado” surgente, com uma religião também materialista, do tipo babilônico, já introduzida entre nós pela contracultura e pela “NEW AGE”.

E essa “síntese” das correntes em aparente e feroz oposição resultará num mundo muito parecido com a China comunista de hoje, com laivos capitalistas em ambiente de monopólios estatais plenos, numa sociedade oprimida pela escassa liberdade imposta por governo totalitário, com a imprensa amordaçada, sem partidos políticos ou eleições populares...

Esse é o mistério finalmente revelado por trás da ascensão meteórica de Chávez, Morales, Lula, Obama e seus demais seguidores planetários, a preparar o continente e o mundo para o socialismo internacionalista, com a progressiva implantação de um vago “modelo bolivariano”, eufemismo para a formação do estado transnacional laico, pelas mãos do recém-chegado socialismo apóstata, pretensamente democrático, precursor da vindoura ditadura comunista do tipo sino-cubana...

Dessa forma, antigos e perseguido lideres sócio-comunistas internacionalistas, ostensivos ou enrustidos, estão sendo elevados à gloria dos altares outrora ditos ‘democráticos’, iluminados por um suposto “progressismo” de idéias, costumes e reformas do estado, que nada mais representam do que a total ruptura com o “direito natural”, com os valores morais e éticos da civilização criada pelo grupo monoteísta judaico-cristão (sintetizados no “Decálogo” confiado a Moisés por Deus e nos “Sete Pecados Capitais” da teologia Católica), hoje minados pela contracultura, pelos modismos e crenças pagãs da “New Age”, protegidos ou referendados pelo ‘direito positivo’, o das leis sacramentadas nas assembléias republicanas corruptas, venais...

Dessa forma, quer-me parecer, por análise ainda perfunctória, que o livro em pauta, ainda longe de esclarecer toda a trama, apenas revela e realça a antiga tese (e sua respectiva estratégia) contra o comunismo camaleônico, defendida secretamente pelos membros ativistas do Vaticano, em especial até a segunda metade do século XIX: a de que os tentáculos do comunismo, quando arrancados, se recriam e se renovam, mantendo o mesmo poder de sedução e arrebatamento primitivos, constituindo, nessa incrível capacidade de dissimulação e regeneração, o seu maior perigo.

A tese não é nova e seu melhor e mais conhecido exemplo vem consubstanciado num livro escrito pelo pesquisador francês Saluste, publicado na primeira metade do século XX, denominado “Les Origines Secretes Du Bolchevisme”. Apesar da obra mostrar como o comunismo tem sabido se camuflar, infiltrar, retrair, renovar (atenção para os muitos que imaginam tal técnica de infiltração e propaganda, tão antiga, haver sido criada e desenvolvida por Antonio Gramsci, que apenas lhe transmitiu visibilidade) , ao criticá-la com severidade, devo, entretanto, ressaltar enfaticamente seu reprovável sectarismo. Isso, por atribuir os males da criação e propagação do socialismo comunista (a “besta vermelha”, no seu dizer) exclusivamente à organização maçônica (por ele denominado de a “besta negra”) e aos judeus reformistas e neomessiânicos, como o próprio Karl Marx; a seus mentores intelectuais, os rabinos Moisés Hess e Baruch Levy; bem como a Henry Heynes, ao historiador Graetz e a outros intelectuais e revolucionários anarquistas judeus, apontando para um caminho histórico totalmente descolado da realidade, visto serem as principais doutrinas político-econômicas brotadas nos séculos XIX e XX, indiscutivelmente, instrumentos de dominação e síntese do Poder das elites oligárquicas iluminadas internacionalistas, sejam elas à esquerda ou à direita...

E essa tese estreita, totalmente infundada, hoje proscrita pelo amplo conhecimento das verdades históricas contemporâneas, vai muito detalhadamente contada em minha obra “O Poder SECRETO!” , onde desnudo e revelo a ampla coligação de interesses formada: por iluminados materialistas ateus ou agnósticos; por membros devotos das três principais ramificações dos monoteísmos cristãos (protestantes batistas ou de outros matizes; católicos); por judeus reformistas, em especial os da vertente asquenazim, e, finalmente, por muçulmanos (em especial os da Casa Saudita), sem distinções ou predomínios de quaisquer delas nos arranjos de poder terreno de que se beneficiam.

No campo institucional, destaco a organização de poder piramidal distribuído entre as sociedades secretas e semi-secretas; os Bancos Centrais Independentes; uma ampla rede de ONG; as Agências Reguladoras; a rede de Agências de Inteligência e demais organizações financeiras.

Mas, insisto, tudo isso está contado, descrito, analisado e sustentado academicamente, em bom português, em “O Poder SECRETO!” Assim sendo, não é imprescindível a leitura desta e de outras obras estrangeiras citadas para uma perfeita compreensão do assunto, a não ser por amor ao aperfeiçoamento ou deleite pessoais.

Um abraço do

Armindo Abreu.